Fernando Muslera, lenda do futebol uruguaio e único jogador do país a participar de cinco edições da Copa do Mundo, atingiu um recorde indesejado: tornou-se o goleiro com o maior número de erros na história do torneio. Em 19 partidas disputadas pela seleção, o arqueiro de 40 anos esteve diretamente envolvido em pelo menos cinco gols sofridos, segundo dados estatísticos compilados por analistas esportivos.
Carreira e trajetória em Copas
Muslera disputou sua primeira Copa em 2010, na África do Sul, onde o Uruguai chegou às semifinais. Desde então, esteve presente nos Mundiais de 2014 (Brasil), 2018 (Rússia), 2022 (Catar) e 2026 (sediado por Estados Unidos, Canadá e México). Sua longevidade e regularidade o tornaram um símbolo da seleção celeste, mas os erros cometidos ao longo dos anos mancharam sua trajetória no torneio.
Atualmente jogador do Estudiantes de La Plata, da Argentina, Muslera viveu um momento difícil na Copa de 2026. Em partida decisiva contra o Uruguai, ele pediu substituição após sentir dores, evidenciando a fase complicada no Mundial. Aos 40 anos, o goleiro enfrenta críticas da torcida e da imprensa, que apontam seus erros como fator determinante para a eliminação precoce da seleção uruguaia.
Recorde negativo e comparações
O recorde de Muslera supera o de outros goleiros históricos que também cometeram falhas em Copas, como o inglês David Seaman e o colombiano René Higuita. No entanto, nenhum deles acumulou tantos erros diretos em gols sofridos quanto o uruguaio. Segundo especialistas, a estatística considera lances em que o goleiro teve responsabilidade direta, como rebotes defensivos, saídas equivocadas ou falhas de posicionamento.
"Muslera é um goleiro de grande qualidade, mas os números mostram que ele teve momentos de instabilidade em Copas do Mundo", afirmou o comentarista esportivo Juan Pablo Rodríguez, em entrevista ao jornal El País. "Ele sempre foi decisivo em jogos importantes, mas esses erros custaram caro ao Uruguai."
Legado e futuro
Apesar do recorde negativo, Muslera é considerado um dos maiores goleiros da história do Uruguai, com títulos como a Copa América de 2011 e participações em Copas do Mundo. Sua experiência e liderança são valorizadas dentro e fora de campo. No entanto, aos 40 anos, o futuro do jogador na seleção é incerto, especialmente após a eliminação precoce no Mundial de 2026.
"Ele sempre deu o seu melhor pelo Uruguai. Os erros fazem parte do futebol, mas sua dedicação e amor à camisa são inquestionáveis", declarou o técnico da seleção uruguaia, Marcelo Broli, em coletiva de imprensa. A torcida, porém, divide-se entre o reconhecimento à carreira do goleiro e a frustração pelos erros em momentos decisivos.



