Messi, Mbappé e Haaland lideram seleção da Copa 2026 do Estadão
Messi, Mbappé e Haaland lideram seleção da Copa 2026

A Copa do Mundo de 2026 foi marcada por atuações inesquecíveis dos maiores craques do futebol da atualidade e também de nomes que não estavam nos holofotes antes do torneio. Messi elevou a própria mística ao nível de Maradona e Mbappé encantou o mundo antes de ser parado pela Espanha, que exibiu o futebol mais equilibrado de todo o Mundial, com sua defesa impressionante e um meio de campo dominante sob a liderança de Rodri.

Os três mencionados estão na seleção da Copa eleita pela equipe de Esportes do Estadão e representam as nações que mais se repetem na escalação. A Espanha, majoritária na defesa, tem cinco representantes - entre eles o técnico Luis de la Fuente -, enquanto França e Argentina somam dois cada. Marrocos, Noruega e Inglaterra são as outras três seleções que contribuíram para a formação da lista dos melhores do Mundial.

Goleiro: Bono (Marrocos)

Yassine Bounou é um dos pilares da geração marroquina que se consolidou na Copa de 2022 e manteve o protagonismo em 2026, quando a jornada do Marrocos terminou em eliminação para a poderosa França nas quartas de final. Consistente com a bola rolando, Bono destacou-se também nos pênaltis defendidos. Defendeu um na disputa de penalidades com a Holanda, para avançar às oitavas de final, e uma cobrança de Mbappé, durante o tempo regulamentar da partida de eliminação.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Lateral-direito: Pedro Porro (Espanha)

O jogador do Tottenham ganhou a titularidade ao longo da Copa para se tornar um dos principais jogadores do torneio. Embora importante para o sistema defensivo exemplar montado por Luis de La Fuente, destaca-se principalmente pela contribuição ofensiva, afinal é inteligente para ocupar espaços no ataque, sempre atento aos movimentos de Lamine Yamal, e foi decisivo em partidas como a semifinal contra a França, na qual balançou a rede.

Zagueiro: Pau Cubarsí (Espanha)

Aos 19 anos, o zagueiro passa a impressão de ter sido criado em laboratório para jogar na seleção espanhola. Como é formado no Barcelona, dá para se dizer que a realidade se aproxima dessa afirmação. Sua saída de bola primorosa se encaixa perfeitamente no jogo da Espanha e soma ainda mais valor junto das outras qualidades lapidadas em La Masia, como a leitura defensiva impecável, o posicionamento perspicaz e a confiança mesmo em idade tão jovem.

Zagueiro: Lisandro Martínez (Argentina)

A Argentina é um time que “soube sofrer”, como diz um dos jargões mais batidos do futebol, e talvez tivesse menos capacidade de ter essa postura não fosse a presença de Lisandro Martínez. Com 1,75 metros de altura, pode não ter a altura considerada ideal para um zagueiro dentro das concepções modernas do esporte, mas é dotado de grande impulsão para igualar os grandões no jogo aéreo, além de ser um exímio desarmador e possuir precisão no passe.

Lateral-esquerdo: Marc Cucurella (Espanha)

Não é à toa que Marc Cucurella trocou o Chelsea pelo Real Madrid enquanto disputava a Copa do Mundo. Já transformado em folclore futebolístico, em razão de sua vasta cabeleira e personalidade dentro e fora de campo, foi um dos principais nomes da Espanha desde os primeiros jogos. Fez gol, deu assistências e ainda anulou talentos incontestáveis do calibre de Dembélé e Olisé.

Meio-campista: Rodri (Espanha)

Vencedor da Bola de Ouro de 2024, quando superou Vinícius Júnior, Rodri sofreu uma série de lesões depois de ser agraciado com o prêmio. Neste período, não chegou a retomar o futebol que o levou a ser escolhido melhor do mundo com a camisa do Manchester City. Pep Guardiola, então treinador da equipe inglesa, contudo, avisou: “O Rodri estará bem para a Copa do Mundo de 2026 com a Espanha na próxima temporada. Será o melhor Rodri”. E assim foi. O meio-campista é o cérebro da seleção mais equilibrada do Mundial.

Meio-campista: Jude Bellingham (Inglaterra)

Em um time com Harry Kane, cotado ao prêmio Bola de Ouro pelos números impressionantes que alcançou com o Bayern de Munique, foi Jude Bellingham o jogador mais consistente da seleção inglesa. A taça do Mundial não “voltou para a casa”, mas os ingleses certamente sentiram muito orgulho das atuações do meia do Real Madrid, autor de seis gols e uma assistência. Não reduzido aos números, mostrou personalidade e inteligência para liderar o meio de campo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Meio-campista: Olisé (França)

Foi anulado pela Espanha na semifinal, assim como Mbappé e demais estrelas francesas, mas isso não apaga a grande Copa que fez. Jogador de rara habilidade e criatividade, vem construindo um legado e ocupando um espaço que está vago no futebol, afinal pertence à classe dos showmans. Durante a Copa do Mundo, amplificou essa percepção, já intensificada durante a última Champions League com o Bayern de Munique.

Atacante: Messi (Argentina)

Os oito gols e quatro assistências em oito jogos são apenas um dos motivos óbvios para a presença de Messi nesta seleção. Somam-se aos números a figura quase divina que se materializou ao longo de uma Copa na qual a Argentina levou a emoção ao limite em cada jogo, naturalmente resolvidos com a participação do jogador que fez os argentinos acreditarem que ele é, se não maior, ao menos igual a Maradona.

Atacante: Erling Haaland (Noruega)

O carrasco do Brasil foi um dos grandes personagens desta Copa do Mundo. Marcou sete gols, dois deles na vitória por 2 a 0 sobre a seleção brasileira, pelas oitavas de final. Foi o grande responsável pela melhor campanha da história da Noruega em Mundiais.

Atacante: Mbappé (França)

Assim como Olisé, foi apagado pela poderosa defesa espanhola. Antes disso, acumulou feitos incríveis que elevaram ainda mais sua importância na história do futebol. Brigou pela artilharia do campeonato até o fim e assumiu o primeiro lugar com dez gols ao marcar duas vezes na disputa de terceiro lugar. Ainda tornou-se o maior artilheiro das Copas, com 23 bolas na rede.

Técnico: Luis de la Fuente (Espanha)

Fez parte da construção da Espanha campeã do mundo desde as categorias de base, afinal treinou os times sub-19 e sub-21, com muitos jogadores que hoje integram a seleção principal. Depois que assumiu o comando da equipe profissional, em 2022, consolidou o estilo de jogo baseado na troca de passes tão típico aos espanhóis, ganhou a Eurocopa e, agora, a Copa do Mundo.