Lesão de Neymar na panturrilha exige cuidado redobrado para evitar recidivas
Lesão de Neymar exige cuidado redobrado para evitar recidivas

O estiramento de grau dois na panturrilha direita de Neymar não será uma lesão de fácil recuperação. Quem atesta não são apenas médicos, preparadores físicos ou o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, mas também profissionais da biomecânica. Essa ciência, utilizada por atletas olímpicos para aperfeiçoar movimentos, já é amplamente empregada por clubes com estruturas de saúde e performance avançadas. O drama de Neymar não se limita a recuperar a lesão, mas sim a evitar recidivas.

Análise biomecânica revela problemas

Aos 34 anos, o camisa 10 do Santos sofre de baixa performance biomecânica devido a um robusto histórico de lesões. Apenas neste ciclo de preparação para a Copa do Mundo, de junho de 2023 a maio de 2026, foram 14 intercorrências, com 838 dias de afastamento entre tratamento e recondicionamento físico. Para especialistas, a análise dos movimentos do craque mostra que ele hoje possui um padrão biomecânico errado, responsável pela baixa performance e pelo constante desgaste das articulações.

O professor Jony Dias, graduado em educação física pela USP e com certificação em biomecânica nos EUA, realizou uma análise detalhada de Neymar e publicou um vídeo nas redes sociais demonstrando a complexidade do caso. Ele já auxiliou jogadores renomados como Estevão, hoje no Chelsea, que recentemente foi cortado da seleção após sofrer um estiramento de grau quatro na coxa direita, com ruptura das fibras do músculo posterior. No vídeo, Jony mostra que Neymar tem problemas mecânicos que sobrecarregam as articulações, resultando em lesões sucessivas.

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Detalhes da lesão atual

O estiramento de grau dois corresponde à lesão em 40% das fibras de um dos músculos da panturrilha, justamente o utilizado no arranque e na mudança de direção. “É a principal alavanca do movimento”, pontua o especialista, deixando claro que as fases de recuperação precisarão ser respeitadas, e a carga de treinos no pós-lesão terá de ser gradual, com intensidade moderada.

Essa narrativa remete às falas de Jorge Jesus ao dispensar Neymar do Al Hilal em 2024, alegando que ele não atingiria o estágio do time. Na avaliação dos médicos da CBF, ele ainda precisará de duas semanas para se recuperar clinicamente, o que exigirá avaliação criteriosa da inscrição de um jogador que, segundo a ciência, terá dificuldades para entregar intensidade.

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