Em um gesto de solidariedade que ecoou no cenário esportivo mundial, jornalistas franceses transformaram uma coletiva de imprensa da Copa do Mundo em um ato público de apoio a Christophe Gleizes, um repórter que está detido na Argélia. Gleizes foi condenado a sete anos de prisão sob a acusação de suposta "glorificação do terrorismo", uma sentença que gerou forte reação internacional.
Campanha por liberdade
Durante a entrevista coletiva, os profissionais da imprensa exibiram cartazes e mensagens exigindo a libertação imediata do colega. A ação ocorreu em meio à cobertura do maior evento do futebol, chamando a atenção de jornalistas de diversos países presentes no local.
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lidera uma campanha internacional pela liberdade de Gleizes, destacando que o caso representa uma grave violação da liberdade de imprensa. A entidade tem pressionado as autoridades argelinas para que revejam a condenação e garantam a segurança do jornalista.
Credencial simbólica da Fifa
Em um gesto de apoio, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) emitiu uma credencial simbólica em nome de Christophe Gleizes, permitindo que ele seja simbolicamente incluído na cobertura do evento. A iniciativa foi amplamente elogiada por organizações de defesa da liberdade de expressão.
O caso de Gleizes reacendeu o debate sobre as condições de trabalho de jornalistas em países com restrições à imprensa. A comunidade internacional continua a acompanhar de perto o desenrolar da situação, esperando que a pressão diplomática e midiática possa resultar na soltura do repórter.



