João Gomes, volante do Wolverhampton e ex-Flamengo, está transformando sua história pessoal em uma ferramenta de inclusão. Por meio do Instituto João Gomes, criado em 2025 no Rio de Janeiro, o jogador promove ações em escolas da Zona Norte para apoiar crianças com dificuldades de fala, especialmente a gagueira — condição que ele próprio enfrentou na infância.
Instituto João Gomes: acolhimento e capacitação
O instituto realiza gincanas e atividades educativas em escolas de Ramos, bairro onde o atleta cresceu. O objetivo é integrar educação e esporte, capacitando professores para identificar e apoiar alunos que gaguejam. “Sentia uma obrigação de fazer algo para a sociedade”, afirmou João Gomes, em entrevista à reportagem.
A iniciativa já beneficiou centenas de crianças, promovendo protagonismo e autoestima. O volante visita pessoalmente as escolas, como fez recentemente em uma escola municipal no Rio, onde participou de dinâmicas com os estudantes.
Identificação e apoio nas escolas
Além das atividades lúdicas, o instituto oferece formações para educadores, com foco em detectar sinais precoces de gagueira e aplicar técnicas de comunicação inclusiva. “Muitas crianças sofrem em silêncio, sem apoio adequado. Queremos mudar essa realidade”, destacou o jogador.
A gagueira afeta cerca de 1% da população mundial, segundo a Associação Brasileira de Gagueira. João Gomes, que superou o problema com terapia e apoio familiar, tornou-se referência para jovens que enfrentam o mesmo desafio.
Impacto social e próximos passos
O Instituto João Gomes planeja expandir as ações para outras regiões do Rio de Janeiro ainda em 2026. A meta é alcançar mais de 50 escolas até o final do ano, beneficiando milhares de alunos. “O esporte me deu disciplina, mas foi a fala que me libertou. Quero que essas crianças também se sintam livres”, concluiu o atleta.



