O podcast ge Grêmio analisou o semestre de trabalho do técnico Luís Castro. Apesar das vaias e da pressão externa, a diretoria do Grêmio mantém a convicção no trabalho do treinador. A manifestação negativa após a derrota para o Corinthians não alterou o posicionamento, mesmo com a saída do vice de futebol Antônio Dutra Jr., conforme apurou o ge. A mudança no comando técnico não é vista como o caminho para a melhora.
Reestruturação do elenco
A direção gremista cita a reestruturação feita no início da temporada, com mais de 20 saídas do elenco, como um dos motivos para a manutenção de Luís Castro. O ge destrincha as justificativas dos bastidores.
– Questão da oscilação, na falta de tempo para fazer o treinamento. Sabemos que enfrentamos adversários melhores estruturados, com plantéis mais bem montados, que não passaram por uma reestruturação tão profunda quanto o Grêmio passou. Essas dificuldades não desaparecem por mágica. Mas acreditamos que ainda tem muito a tirar do que o Grêmio pode fazer nesse grupo, nessa parada, com a chegada de jogadores, com as reestruturações que nós pretendemos fazer – disse Dutra, ainda no sábado, antes de deixar o cargo de vice de futebol.
Mudanças no elenco
Luís Castro e o novo departamento de futebol conduziram uma série de modificações no grupo de jogadores. Foram 21 saídas, embora parte dos atletas não estivesse necessariamente no Grêmio. Além disso, seis contratações foram feitas para 2026. Duas delas representam os maiores investimentos da história gremista: o volante Juan Nardoni, por 8 milhões de dólares, e o atacante Tetê, por 6 milhões de euros.
A direção entende que esse processo ainda está em andamento. O encaixe não só do time, mas do grupo como um todo, demanda mais tempo de trabalho. Não apenas em campo, mas também com mais contratações que deem novas características ao elenco.
Tempo para trabalhar
Tanto o Grêmio quanto Castro citam o pouco tempo de trabalho como um complicador. Todos os clubes enfrentam o mesmo calendário, mas o argumento é que o Grêmio precisou colocar em prática essa reestruturação considerada profunda, sem uma pré-temporada adequada, visto o início do Brasileirão logo no fim de janeiro, ainda durante a disputa do Gauchão.
Existe confiança na capacidade de Luís Castro montar uma equipe mais sólida coletivamente e apresentar melhora no segundo semestre. Durante a pausa para a Copa do Mundo, o Grêmio terá cerca de 35 dias de trabalho com Castro. O elenco entrou de férias após a derrota para o Corinthians e volta aos treinamentos no dia 17 de junho.
Aposta em jovens
Uma das filosofias da diretoria para o ano é apostar em jovens. O Grêmio reconhece a necessidade de vender jogadores para gerar receita e equilibrar a situação financeira, considerada difícil internamente. O trabalho de Luís Castro segue à risca o planejado. O zagueiro Viery, o lateral-esquerdo Pedro Gabriel e o meia Gabriel Mec se firmaram no time com o português. O zagueiro Gustavo Martins também, embora há mais tempo entre os profissionais. Nomes como Luis Eduardo, Zortéa e Vitor Ramon ganharam as primeiras oportunidades.
Como o entendimento é que o Grêmio precisa vender, o treinador também tem atuação fundamental nessa frente. Os jovens melhoraram de nível e apareceram para o mercado sob o comando de Castro. O Grêmio foi para a pausa no calendário em 16º lugar no Brasileirão, uma posição à frente da zona de rebaixamento, com 21 pontos, um a mais que o Vasco, que perdeu na rodada e ajudou o Tricolor.



