O governo de Gana recorreu à Justiça do Canadá para garantir a emissão de visto ao jogador Thomas Partey, meio-campista do Villarreal, que enfrenta acusações de estupro e agressão sexual. A negativa de visto pelas autoridades canadenses pode impedir sua participação na estreia da seleção ganesa na Copa do Mundo de 2026, contra o Panamá.
Decisão considerada 'arrogante e injusta'
O ministro das Relações Exteriores de Gana, Sam Okudzeto Ablakwa, classificou a recusa como 'arrogante e injusta'. Em nota oficial, o governo ganeso informou que busca uma medida cautelar na Justiça canadense para permitir a entrada do atleta no país. Partey é acusado de sete crimes de estupro e uma agressão sexual, ocorridos no Reino Unido, onde aguarda julgamento.
Impacto na Copa do Mundo
A ausência de Partey seria um duro golpe para a seleção de Gana, que estreia no Mundial no dia 18 de junho. O jogador é peça-chave no meio-campo e sua experiência na Europa é considerada fundamental para as aspirações da equipe. O governo ganeso argumenta que a negativa de viola o princípio da presunção de inocência, já que Partey ainda não foi julgado.
Reações e próximos passos
A Federação Ganesa de Futebol também se manifestou, apoiando a ação judicial e afirmando que confia na Justiça canadense. Enquanto isso, a defesa de Partey no Reino Unido segue em andamento, sem previsão de julgamento. A decisão da Justiça canadense deve sair nos próximos dias, definindo se o jogador poderá entrar no país para disputar a Copa.



