A seleção de Marrocos para a Copa do Mundo de 2026 reflete a força da diáspora marroquina: dos 26 convocados, apenas sete nasceram em território marroquino. França e Espanha são os países que mais forneceram jogadores ao elenco, totalizando 12 atletas. Seis jogadores, incluindo Ayyoub Bouaddi, nasceram e iniciaram suas carreiras na França, mas optaram por defender os 'Leões do Atlas'.
Diáspora impulsiona seleção marroquina
O técnico Walid Regragui montou um elenco que aproveita a vasta comunidade marroquina espalhada pelo mundo. Dos 26 nomes, 19 nasceram fora do país africano. A França lidera com oito jogadores, seguida pela Espanha com quatro. Bélgica, Holanda e Canadá também contribuem com um atleta cada. Essa estratégia já rendeu frutos: Marrocos se destacou na competição, e Bouaddi, por exemplo, entrou no radar do Real Madrid.
Seis jogadores formados na França
Entre os oito franceses de origem marroquina, seis nunca jogaram por outra seleção de base além da francesa antes de optar por Marrocos. São eles: o goleiro Munir Mohamedi, o zagueiro Achraf Hakimi (criado na Espanha, mas formado no Real Madrid), o meio-campista Azzedine Ounahi, o atacante Zakaria Aboukhlal, o meia Bilal El Khannouss e o próprio Bouaddi. 'Sinto-me marroquino e quero representar este país', disse Bouaddi em entrevista recente.
Atração de grandes clubes europeus
O desempenho dos jogadores na Copa do Mundo de 2026 tem chamado a atenção de gigantes europeus. Bouaddi, de 19 anos, é monitorado pelo Real Madrid e pelo Paris Saint-Germain. Outros atletas, como El Khannouss, despertam interesse de clubes ingleses e italianos. A seleção marroquina, que já havia surpreendido em 2022 ao chegar às semifinais, busca repetir o feito e consolidar seu modelo de aproveitamento da diáspora.



