A Federação Internacional de Futebol (Fifa) negou qualquer controle sobre a emissão de vistos para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que questões como "Irã, ingressos e vistos" são temas que "nada têm a ver com futebol". A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, em Zurique.
Contexto da declaração
Infantino foi questionado sobre a dificuldade de membros da delegação iraniana em obter vistos para entrar nos Estados Unidos, devido à política de imigração mais rígida implementada pelo governo de Donald Trump. O presidente da Fifa destacou que a entidade não tem poder sobre as decisões de imigração de cada país. "Nós organizamos o torneio, mas os vistos são responsabilidade dos governos anfitriões", explicou.
Preços dos ingressos e protestos
Além da questão dos vistos, Infantino defendeu os preços dos ingressos para a Copa, que geraram críticas de torcedores e entidades. Ele argumentou que os valores são justos e que a Fifa busca tornar o evento acessível. Paralelamente, protestos no México contra a realização do torneio ameaçam a cerimônia de abertura, prevista para junho de 2026. Manifestantes alegam que os recursos poderiam ser usados em áreas sociais.
Impacto político e diplomático
Analistas apontam que a declaração de Infantino pode gerar tensões diplomáticas, especialmente com o Irã, que já havia criticado a postura dos EUA. A Fifa, no entanto, insiste que seu papel é exclusivamente esportivo. A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e três países-sede, exigindo coordenação complexa entre governos e a entidade máxima do futebol.



