Mais de 80 pessoas da família Chaves, em Boa Vista (RR), mantêm uma tradição que atravessa gerações: reunir-se para assistir aos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O grupo é composto por 17 filhos, 38 netos e 32 bisnetos, totalizando 87 membros. O integrante mais velho tem 80 anos e o mais novo, 3 anos. A casa da família, no Centro da cidade, é conhecida como 'Casa da Família' e foi decorada com as cores do Brasil para o Mundial de 2026.
Origem da tradição
A tradição começou com o patriarca Luiz Canuto Chaves, cearense que chegou a Roraima em 1953 e se tornou pioneiro no transporte público. Ele e a esposa Maria Necy dos Santos Chaves organizavam grandes festas, incluindo arraiais e encontros para os jogos da Copa. 'Desde quando eu era pequenininha, já vi meu avô pintando a frente da casa, a rua e a parede. Ele decorava toda a parte externa da casa', relembra a neta Ana Criscia Chaves, servidora pública de 44 anos. Luiz morreu em 1988 e Maria em 1995, mas o costume permanece.
Preparativos e organização
Para a Copa de 2026, a família decorou o imóvel com bandeiras e pinturas feitas pelos próprios parentes nas paredes, piso e teto. Os encontros são organizados por um grupo de WhatsApp, onde combinam o que cada um levará para o lanche compartilhado. Durante os jogos, também fazem um bolão com palpites. 'A gente acredita que se reunir vai dar sorte', afirma Ana Criscia. O jogo contra a Escócia, nesta quarta-feira, terá a torcida unida.
Momentos marcantes
O título de 2002, com o pentacampeonato, é lembrado como um dos mais especiais. Para Ana, a edição de 2026 é ainda mais significativa por reunir várias gerações na preparação. 'É dar continuidade àquilo que o meu avô deixou: manter a família unida, nas reuniões, sempre com alegria', destaca. A expectativa é que o Brasil encerre o jejum de mais de 20 anos e conquiste o hexa em 19 de julho, em Nova Jersey (EUA). Para o jogo de hoje, o palpite da família é vitória brasileira.



