Ex-técnico da Coreia quebra silêncio após ameaças de morte na Copa
Ex-técnico da Coreia quebra silêncio após ameaças de morte

O ex-técnico da seleção da Coreia do Sul, Hong Myung-bo, quebrou o silêncio nesta quinta-feira após a eliminação na Copa do Mundo de 2026, revelando que recebeu ameaças de morte e precisou deixar o país para proteger sua família. Em declaração oficial, ele afirmou que não fugiu das consequências do fracasso e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos ao Parlamento sul-coreano.

Contexto da eliminação e protestos

A Coreia do Sul foi eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo, gerando forte reação da torcida. No desembarque da equipe, Hong Myung-bo foi alvo de protestos e xingamentos, conforme registrado por fotógrafos da AFP. A insatisfação popular escalou para ameaças diretas contra o técnico e sua família.

Declaração de Hong Myung-bo

“Tive que proteger minha família. As ameaças eram reais e não podia ignorá-las”, disse Hong em comunicado. Ele pediu desculpas pelo desempenho da equipe e assumiu total responsabilidade pela campanha. “Não fugi. Estou aqui para responder a todas as perguntas do Parlamento e da imprensa”, acrescentou.

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Disponibilidade para investigação

Hong afirmou que está disposto a colaborar com a Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Parlamento, que convocou audiência para discutir a participação da Coreia no Mundial. Ele negou que tenha se ausentado para evitar consequências legais ou políticas.

Repercussão e próximos passos

A Federação Coreana de Futebol ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A oposição no Parlamento cobra transparência sobre a gestão da seleção e os critérios de convocação. Hong, que já foi jogador da seleção e ídolo nacional, viu sua imagem ser abalada após o pior desempenho da Coreia em Copas desde 2014.

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