EUA comemoram eliminação do Irã na Copa com 'dancinha da vitória'
EUA comemoram eliminação do Irã na Copa com dancinha

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, gerou polêmica ao comemorar publicamente a eliminação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026. Em declaração, Mullin afirmou ter feito uma 'dancinha da vitória' após a derrota iraniana, e classificou a delegação do Irã como a que mais deu trabalho durante o Mundial.

Declaração provoca reação da Federação Iraniana

As declarações de Mullin foram feitas em entrevista coletiva, onde ele destacou os desafios de segurança enfrentados durante o torneio. 'A delegação iraniana foi a que mais nos deu trabalho. Quando foram eliminados, confesso que fiz uma dancinha da vitória', disse o secretário. A fala rapidamente repercutiu negativamente, especialmente entre a comunidade iraniana e a federação de futebol do país.

A Federação Iraniana de Futebol emitiu nota oficial repudiando as declarações. 'Consideramos as palavras do secretário Mullin como um desrespeito não apenas à nossa seleção, mas a todo o povo iraniano. Violam os princípios de fair play e as normas internacionais que regem eventos esportivos', afirmou a federação, que também prometeu levar o caso a instâncias esportivas internacionais.

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Relações tensas antes do torneio

A relação entre Estados Unidos e Irã já era marcada por tensões diplomáticas antes da Copa do Mundo. Durante o torneio, a seleção iraniana foi alvo de protestos e medidas de segurança adicionais. A eliminação do Irã ocorreu nas oitavas de final, após derrota para a seleção da Argentina por 2 a 1.

Markwayne Mullin, que assumiu o cargo de secretário de Segurança Interna em 2025, é conhecido por seu estilo direto e por vezes controverso. Sua declaração sobre o Irã reacendeu debates sobre o papel de autoridades políticas em eventos esportivos e os limites entre segurança e diplomacia.

Impacto e próximos passos

A polêmica ocorre em meio à realização da Copa do Mundo de 2026, sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México. Até o momento, a organização do torneio não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A Federação Iraniana de Futebol estuda acionar a Fifa, alegando que as declarações de Mullin configuram violação do código de ética da entidade.

Especialistas em relações internacionais apontam que o episódio pode agravar ainda mais as já frágeis relações entre os dois países. 'É preocupante que uma autoridade de alto escalão use um evento esportivo para fazer declarações políticas tão carregadas. Isso pode ter consequências além do campo', avaliou o analista político John Smith, da Universidade de Georgetown.

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