O atacante Mikel Merino voltou a ser o herói da Espanha em uma Copa do Mundo. Depois de classificar a seleção às quartas de final com um gol no apagar das luzes contra Portugal, o jogador do Arsenal repetiu o feito diante da Bélgica. Os espanhóis venceram por 2 a 1, em Los Angeles, com gol de Merino aos 42 minutos do segundo tempo. Fabián Ruiz e Charles de Ketelaere também marcaram. A diferença desta vez foi a enorme contribuição do goleiro Senne Lammens, que entregou a bola decisiva no pé do adversário.
Jogo caminhava para a prorrogação
O jogo estava encaminhado para ter uma prorrogação, quando o zagueiro Cubarsí resolveu arriscar um chute da intermediária. Na tentativa de encaixar a bola, Lammens deixou escapar na pequena área. Merino não perdoou. Todas as câmeras se viraram para Thibaut Courtois, titular absoluto do gol belga, mas que precisou sair no meio do segundo tempo com uma contusão na coxa esquerda. Frio, o reserva foi determinante da pior forma possível.
Espanha domina, mas sofre gol
A configuração do encontro foi a esperada: a Espanha tomando conta da posse de bola e das ações do jogo, contra uma Bélgica desfalcada de armas fundamentais. O volante Amadou Onana já estava fora pela lesão sofrida nas oitavas de final, e o técnico Rudi Garcia também perdeu o capitão Youri Tielemans de última hora, por conta de uma contusão no aquecimento. O desajuste no meio-campo serviu de prato cheio para a equipe de Luis de la Fuente, que rodou a bola como quis e exerceu a habitual paciência até abrir o placar. Solto em campo, Lamine Yamal lançou Pedro Porro, que cruzou na medida para Dani Olmo finalizar. O volante Fabián Ruiz surgiu na área para aproveitar o rebote de Courtois e colocar no fundo das redes.
O que o time espanhol certamente não esperava era ser vazado pela primeira vez nesta Copa, principalmente naquela que foi a primeira boa chegada da Bélgica ao ataque após 40 minutos de bola rolando. Foi quando Castagne apareceu pela direita e cruzou na medida para De Ketelaere cabecear e vencer Unai Simón. O goleiro não sofria um gol há 491 minutos nesta edição do torneio.
Segundo tempo e falha decisiva
Com a queda da marca defensiva, começou outro jogo no segundo tempo. A Espanha encontrou mais espaço para acelerar as ações e passou a encontrar mais finalizações, mas parando em atuação segura de Courtois. Já a Bélgica se lançou um pouco mais à frente e ensaiou alguns contra-ataques perigosos. Em primeiro momento, a substituição repentina de Courtois não foi sentida. Lammens, que fez ótima temporada no Manchester United, começou com segurança usando as mãos e pés. No final das contas, porém, a troca será eternamente lamentada pelos torcedores e jogadores belgas — alguns deles, como o atacante Romelu Lukaku, saíram de campo aparentemente chorando.
O gol decisivo surgiu de um lance que a Espanha custava a tentar: chutes da intermediária. A equipe tem o perfil de tocar a bola até encontrar a finalização ideal. Apesar do amplo domínio, Lamine Yamal e companhia não conseguiram encontrar soluções contra a defesa adversária. A fração de segundos fez toda a diferença, já que dois jogadores do ataque espanhol já estavam ao lado de Lammens quando o mesmo falhou. Merino, que havia entrado há poucos segundos no lugar de Olmo — mesma substituição feita diante de Portugal —, voltou a ser talismã.
Semifinal contra a França
Com a classificação, a Fúria enfrentará a França na semifinal. O jogão de favoritas ao título valendo uma vaga na decisão acontecerá na próxima terça-feira (14), às 16h (de Brasília), em Dallas. Ainda que não esteja empolgando, a seleção campeã em 2010 segue sonhando com o segundo título mundial.



