A Federação Escocesa de Futebol defendeu nesta quarta-feira a decisão de cancelar o amistoso contra a Noruega, programado para os próximos dias, alegando que o jogo traria 'mais riscos do que vantagens' na preparação para a Copa do Mundo de 2026. A medida gerou forte reação do técnico norueguês, que criticou a atitude da equipe adversária.
Decisão polêmica às vésperas do Mundial
O cancelamento ocorreu a poucos dias do início da Copa, quando as seleções já estão nos Estados Unidos para a competição. A Escócia argumentou que o risco de novas lesões no elenco era elevado e que preservar a condição física dos jogadores era prioritário. 'Analisamos o cenário e concluímos que os benefícios não superavam os riscos', afirmou um porta-voz da federação.
Críticas da Noruega
O técnico da Noruega, Ståle Solbakken, não poupou palavras ao comentar o ocorrido. 'É uma atitude frustrante e desrespeitosa com a preparação de ambas as equipes. Esperávamos um jogo competitivo para testar nossas estratégias', disse. A federação norueguesa também emitiu nota lamentando a decisão e questionando a postura escocesa.
Apoio interno
O capitão da Escócia, John McGinn, apoiou a decisão da federação. 'Entendemos a frustração dos noruegueses, mas nossa prioridade é chegar ao Mundial com o elenco completo e saudável. Lesões em amistosos podem comprometer todo o planejamento', declarou. McGinn destacou que a equipe está focada nos treinos e na adaptação ao clima e ao fuso horário nos EUA.
Contexto da preparação
A Escócia está no Grupo D da Copa, ao lado de Brasil, Camarões e Sérvia. O primeiro jogo será contra o Brasil, no dia 14 de junho. A comissão técnica optou por um cronograma de treinos fechados e jogos-treino internos para minimizar riscos. 'Preferimos simular situações de jogo em ambiente controlado', explicou o técnico Steve Clarke.
A Noruega, por sua vez, enfrenta a Argentina, a Polônia e a Arábia Saudita no Grupo C. A equipe busca alternativas para manter o ritmo competitivo antes da estreia.
Reações nas redes sociais
Torcedores e analistas dividiram opiniões. Enquanto alguns apoiaram a cautela escocesa, outros criticaram a falta de compromisso com o calendário internacional. 'Amistosos são essenciais para ajustar táticas e dar ritmo', comentou um ex-jogador em rede social. A federação escocesa, no entanto, manteve a posição e afirmou que não se arrepende da decisão.
O episódio reacende o debate sobre a prioridade das seleções em evitar lesões antes de grandes torneios, um tema cada vez mais presente no futebol moderno.



