Endrick, atacante de apenas 19 anos, falou nesta quinta-feira (2) sobre a expectativa de ganhar uma chance como titular na Seleção Brasileira. Com maturidade incomum para a idade, o jogador mantém a calma diante da possibilidade de começar jogando contra a Noruega. 'Acho que vou dormir como um bebê', brincou.
Relação com Ancelotti e trajetória na Seleção
Endrick destacou a relação de confiança com o técnico Carlo Ancelotti, que vem crescendo aos poucos. O atacante entrou em campo pela primeira vez pela Seleção em 2023, contra a Colômbia, tornando-se o quarto jogador mais jovem a vestir a camisa canarinho. Desde então, acumula 20 partidas e quatro gols.
Na atual Copa, Endrick saiu do banco de reservas em três ocasiões. No intervalo do jogo contra o Japão, quando o Brasil perdia por 1 a 0, foi surpreendido pela convocação do treinador. 'Eu não esperava entrar naquele momento. No intervalo, eles me chamaram. E eu só sabia conversar com Deus, me pedindo calma', revelou.
Torcida pede titularidade
Apesar dos minutos em campo serem limitados, a torcida brasileira demonstra grande adoração por Endrick. Muitos torcedores já o consideram um jogador 'eterno' e pedem sua escalação como titular. Ancelotti, em resposta em espanhol, deu a entender que pode usar Endrick desde o início para dar mais força e presença na área.
O técnico elogiou o jovem atacante, assim como os companheiros de equipe. 'A gente não imaginava estar aqui com 19 anos. Vamos fazer de tudo para, quando entrar, tentar ajudar o time, fazer o que o mister vai pedir', afirmou Endrick.
Análise de comentaristas
Renata Vasconcellos e Paulo Nunes comentaram a maturidade de Endrick. 'É impressionante essa maturidade aos 19 anos e a forma como ele administra a ansiedade', disse Renata. Paulo Nunes acrescentou: 'Por incrível que pareça, 19 anos e a maturidade de um jogador que já mostrou que quando entrou deu conta do recado. O tamanho que ele se mostra perante um jogo tão decisivo é notável'.
Paulo Nunes também destacou que Endrick muda a equipe quando entra, não só tecnicamente, mas na motivação dentro de campo. 'O Ancelotti confia nele desde a época do Real Madrid. Podemos ter esperança de ter um jogador para entrar no segundo tempo como o Endrick', completou.
Desafios do calor extremo
Renata Vasconcellos questionou como o calor extremo afeta os atletas em uma competição de alto nível. Paulo Nunes explicou que os treinos são mantidos com intensidade normal, mas com duração reduzida. 'Se treinava uma hora e meia, passa a treinar 50 minutos. A intensidade tem que ser mantida para o jogador não perder isso dentro da partida', afirmou. Ele também opinou que os noruegueses sentirão mais o calor por não serem acostumados.
Faltam três dias para o próximo jogo, e Endrick mantém a tranquilidade. 'Nenhuma ansiedade que tire o sono desse jovem senhor', concluiu.



