Empate do Santos contra o lanterna preocupa Cuca: dilema entre técnica e coletivo
Empate do Santos contra Chapecoense preocupa Cuca

O empate por 2 a 2 contra a Chapecoense, na Vila Belmiro, no último sábado, acendeu o sinal de alerta no Santos. O técnico Cuca enfrenta um dilema: escalar os melhores jogadores técnicos do elenco ou montar uma equipe mais equilibrada coletivamente. A volta de Neymar e a liberação de atletas que estavam sendo preservados trouxeram um novo problema para o treinador.

Cuca critica desempenho e cobra regularidade

O resultado desagradou a torcida, que vaiou o time após o apito final, e irritou o treinador, que via a vitória como obrigatória para embalar na temporada depois da goleada por 4 a 1 sobre a Universidad Central, pela Copa Sul-Americana.

“Era jogo para imposição dentro de casa e vencer. Era jogo para ter vencido. Não poderia de forma alguma escapar os pontos que escaparam. Temos que ter equilíbrio, entender porque isso aconteceu. Se você não conseguir por tua melhor equipe tecnicamente dentro do campo, e puser tua melhor equipe coletiva, é o que você tem que seguir. Não conseguimos ser feliz por 15 dias. Vínhamos de vitória sobre o Cuenca, o Vitória da Bahia e tropeçamos no Botafogo. Vencemos fora por 4 a 1, viemos para cá, hora de se autoafirmar, empatamos com a Chapecoense com gosto de derrota”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

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Mudanças na escalação e comparação com 2020

Para o jogo contra a Chapecoense, Cuca tirou Christian Oliva, que havia se destacado na Sul-Americana, para a entrada de Willian Arão. Miguelito também deixou a equipe para a volta de Neymar, enquanto Gabigol retomou o posto de centroavante no lugar de Thaciano. Outra troca foi a entrada de Igor Vinícius na vaga de Gabriel Menino.

Após a partida, Cuca comparou o time atual com o de 2020, quando o Santos chegou à final da Libertadores. Para ele, o elenco atual tem mais qualidade individual, mas a equipe de 2020 era melhor coletivamente.

“Nós temos os melhores tecnicamente escalados, temos que ter um melhor coletivo. Aquele time (da Libertadores de 2020) tinha o melhor coletivo. Temos que entender isso aqui. Reunir os melhores, mas os melhores tem que correr um pelo outro. Todos nós. Se a gente conseguir fazer isso, vamos conseguir por os melhores todos. Senão, daqui a pouco, você vai ter que buscar um que não é tecnicamente tão bom, mas vai te compor numa marcação ou recomposição mais forte. É natural do jogo”, afirmou.

Próximos desafios e possível rodízio

A tendência é que Cuca não escale o “melhor time técnico” para enfrentar a Universidad Central, nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pelo playoff das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Santos venceu o jogo de ida por 4 a 1 e pode perder por até dois gols de diferença que ainda avança. Por isso, o treinador deve promover um rodízio e poupar peças para os duelos contra o Remo, pela Copa do Brasil.

“Agora temos que remar de novo nesses jogos que vem seguidos. A UCV, dois jogos contra o Remo e depois o Athletico-PR para se comprovar mais uma vez. Temos que regularidade, uma sequência de bons resultados para poder respirar mais tranquilo”, finalizou Cuca.

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