Copa do Mundo pode custar US$ 17 bi em produtividade, diz pesquisa
Copa do Mundo pode custar US$ 17 bi em produtividade

Com a Copa do Mundo de Futebol prestes a dominar as conversas, os empregadores podem enfrentar dificuldades para manter os funcionários concentrados durante o torneio — e até mesmo para levá-los ao escritório, sugere uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (2).

Impacto financeiro global

O estudo realizado pela UKG, plataforma de inteligência artificial para recursos humanos, remuneração e gestão de pessoal, estima que a Copa do Mundo, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, pode custar aos empregadores em todo o mundo cerca de US$ 17 bilhões em perda de produtividade. A pesquisa indica que 37% dos trabalhadores planejam ajustar seus horários por causa do torneio.

De acordo com o levantamento, 27% dos funcionários provavelmente faltarão ao trabalho, seja chegando atrasados, saindo mais cedo ou se ausentando completamente. Além disso, 11% admitiram que trabalhariam de ressaca, enquanto 14% disseram que acompanhariam secretamente os jogos e os melhores momentos durante o expediente.

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Metodologia da pesquisa

A UKG entrevistou 8 mil funcionários na Austrália, Canadá, França, Alemanha, México, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos para avaliar o impacto da Copa do Mundo nos locais de trabalho. O torneio deste ano, ampliado e coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México, contará com 48 países e 104 jogos.

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Custos por país

O torneio pode gerar cerca de US$ 11,7 bilhões em custos de produtividade perdida apenas nos Estados Unidos, seguido pela Alemanha, com US$ 1,34 bilhão, de acordo com a UKG.

“Quando o absenteísmo e o presenteísmo ocorrem em escala, o efeito é imediato e caro”, afirmou Suresh Vittal, diretor de produtos da UKG. “A produtividade cai, a experiência do cliente é prejudicada e o moral é afetado, pois o restante da equipe precisa cobrir as lacunas.”

E os gerentes não estão imunes à atração de uma partida emocionante. A pesquisa revelou que 42% dos gerentes provavelmente planejariam um dia de folga e 45% pediriam flexibilidade de última hora.

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