Copa 2026: França é favorita, mas economista vê Holanda campeã
Copa 2026: França favorita, mas economista aposta Holanda

A cada quatro anos, o mundo afirma que o futebol é imprevisível – e então imediatamente começa a fazer previsões. É com esse tom divertido que o banco italiano UniCredit introduz sua nota sobre a Copa do Mundo 2026, chamando-a de a mais imprevisível das copas. Analistas esportivos já se arriscam a apontar favoritos, mas com a proximidade do torneio, surgem também projeções econômicas. A Copa movimenta quantias enormes e impacta mercados, levando bancos e economistas a fazer previsões.

Impacto econômico da Copa

Segundo o economista alemão Joachim Klement, os mercados tendem a cair durante o torneio, pois investidores se distraem com as partidas. No entanto, se um time vence, o entusiasmo torna os investidores mais propensos ao risco, impulsionando os preços. Se um time perde, os investidores ficam mais avessos ao risco, criando pressão para baixo nos preços.

Maior Copa da história

Esta será a primeira Copa com 48 times e 104 jogos, além de ser a maior em dimensões geográficas, com três países-sede e partidas em 16 cidades distantes entre si. Mais equipes significam mais partidas, mais azarões e mais riscos para os favoritos, aponta o UniCredit.

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França favorita nas análises

A XP desenvolveu um modelo quantitativo que, após 10 mil simulações, aponta a França como favorita, com 9% de chances. Em seguida vêm Espanha (6,4%) e Argentina (6,1%). O Brasil aparece em quarto, com 6% de chances, 93% de possibilidade de chegar às oitavas e 39% de chegar às quartas. Se chegar à final, o Brasil tem 59% de chances de ser campeão.

A Natixis também projeta a França como vencedora, com 26% de chances, seguida pela Espanha (25%). O Bank of America compilou indicações: pesquisa interna aponta França (40%), e o Copilot da Microsoft também escolheu a França. No mercado de previsões Polymarket, a França lidera as apostas.

Holanda surpreende

Destoando do coro, Joachim Klement aposta na Holanda. Seu modelo econométrico, criado em 2014, tem 100% de acerto. Considerando PIB, população, temperatura e ranking da Fifa, ele prevê que o Brasil perderá para o Japão no round de 32. As quartas teriam França x Holanda, Espanha x Bélgica, Japão x Inglaterra e Argentina x Portugal. Nas semifinais, Holanda x Espanha e Inglaterra x Portugal, com a Holanda vencendo a final contra Portugal.

Espanha também é cotada

O Goldman Sachs vê a Espanha como favorita (26%), seguida por França (19%) e Argentina (14%). O Brasil aparece com 8%. A consultoria 4intelligence também aposta na Espanha (11,05%), com França (10,85%) e Brasil em sexto (5,03%).

Matemática contraria analistas

O modelo do UniCredit, que considera cultura do futebol, vantagem de jogar em casa, desempenho passado e jovens talentos, contraria previsões populares. Para o banco, Espanha e França não vencerão. Estados Unidos e Canadá chegarão às quartas por jogarem em casa. As quartas seriam França x Holanda, Brasil x Inglaterra, Espanha x Estados Unidos e Argentina x Canadá. Nas semifinais, França x Espanha e Argentina x Brasil. A final repetiria 2022, com Argentina vencendo a França. O Brasil venceria a disputa pelo terceiro lugar contra a Espanha.

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