A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, terá uma particularidade histórica: a presença de jogadores que nasceram em países que não existem mais. Transformações geopolíticas como dissoluções, fusões e mudanças de fronteiras fizeram com que nações como Iugoslávia, Tchecoslováquia, União Soviética e Zaire desaparecessem do mapa, mas seus cidadãos ainda estão em atividade no futebol profissional.
Jogadores de nações extintas na Copa
Entre os atletas que disputarão o torneio, destacam-se nomes como Luka Modrić (Croácia), Edin Džeko (Bósnia e Herzegovina) e Ivan Perišić (Croácia), todos nascidos na extinta Iugoslávia. Outros exemplos incluem o zagueiro Chancel Mbemba, da República Democrática do Congo, que nasceu quando o país ainda se chamava Zaire, e jogadores como o russo Magomed-Shapi Suleymanov, nascido na União Soviética.
Impacto das mudanças geopolíticas
Essa edição pode ser a última com uma presença significativa de atletas nascidos em países extintos, já que o tempo passa e as novas gerações já nasceram em nações atuais. A Copa de 2026, portanto, representa um marco histórico, refletindo dentro de campo as transformações políticas e sociais das últimas décadas.
A Fifa reconhece a nacionalidade dos jogadores com base no país atual, mas as origens dos atletas contam histórias de um mundo que já não existe. A torcida poderá ver em campo, pela última vez em grande número, representantes de nações que marcaram a história do século XX.



