Proteção constitucional? Por que o álbum de figurinhas da Copa poderia ser ainda mais caro? No ‘Fala, Duquesa!’ desta semana, o colunista do ‘Estadão’ explica a classificação tributária do produto, que já foi motivo de disputa no STF. Enquanto isso, CEOs de grandes empresas brasileiras já estão com seus álbuns em mãos e prontos para torcer.
CEOs revelam seus palpites para a Copa
O que Rodrigo Cannaval, Beto Abreu, Diego Barreto, Licio Cintra, Gustavo Pimenta, Dennis Herszkowicz e Rodrigo Visentini têm em comum, além de dirigirem grandes empresas? Palpites para a Copa do Mundo e algumas figurinhas para trocar.
“Já completei um álbum e agora estou ajudando os meus filhos a completar os deles”, afirma Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs, que comanda um time de 13 mil funcionários e operações em mais de 40 países. Conhecido não só pelo peso da empresa que dirige — lucro de R$ 252 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 17% sobre igual período do ano passado — como pela paixão pelo futebol, Herszkowicz ficou famoso no mundo dos negócios por levar consigo uma mesa de futebol de botão para as companhias em que dá expediente.
Na Totvs há até um campeonato, que ele venceu ano passado, segundo diz. “Empresa de tecnologia é cérebro e precisa de gente criativa, ambiente leve. Quando isso vem do CEO, mostra que a empresa preza por tudo isso”, resume o executivo, que costuma aproveitar a hora do almoço para trocar figurinhas com os colegas. Não figurinha de indicadores financeiros, mas sim figurinhas com os craques da Copa do Mundo de 2026, que acredita ele, terá uma final entre Brasil e França, com vitória da nossa Seleção.
Torcida organizada
Corintiano fanático — “Se eu não estiver trabalhando, pode me procurar na Neo Química Arena que estou lá” — Herszkowicz não aposta no Brasil campeão por torcida pura e simples. Tem todo um racional por trás da afirmação, como se diz no mundo corporativo: “Ancelotti é copeiro, e Copa é muito diferente de campeonato. Eu aposto mais no Ancelotti do que nos jogadores da seleção”.
Por falar em técnico italiano, Alberto Griselli, presidente da TIM Brasil desde 2022, está otimista. Não com a Squadra Azzurra, que desde 2014 não disputa um mundial, mas com Carlo Ancelotti, que comanda o Brasil. Griselli aposta que Brasil e França fazem a final e o Brasil levanta a taça. “Se, como italiano, não posso torcer, só me resta sonhar”, diz.
À espera de um milagre?
Não se sabe se, para seguir a máxima de que “futebol é uma caixinha de surpresas”, ou por puro devaneio, uma final entre Brasil e França parece ser o sonho de consumo de 11 em cada dez CEOs. E daí que, do outro lado, estariam Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé?
Na opinião dos CEOs que participaram do “Bolão do Broadcast”, ao final desta partida dos sonhos, o Brasil dá a volta olímpica com a taça na mão. É o que imaginam Beto Abreu, presidente da Suzano, e Diego Barreto, CEO do iFood, e Gustavo Pimenta, CEO da Vale, maior exportadora brasileira, e Gonzalo Ibarsábal, CEO da Nissan.
Barreto, aliás, diz que deu uma “boa adiantada” em seu álbum de figurinhas com o evento promovido pela empresa em parceria com a Editora Panini. O encontro específico para a troca de figurinhas da Copa, promovido no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, entrou para o Guinness World Records de Maior Troca de Figurinhas do Mundo. Na sede do iFood, em Osasco, toda terça é dia de trocar figurinha. “É uma tradição muito forte”, diz o CEO da empresa, que atende 180 milhões de pedidos por mês e é um dos 12 patrocinadores da seleção brasileira.
Mais habituados a falar dos resultados de suas empresas do que arriscar palpites para a Copa, alguns CEOs preferem não se expor diante de suas respectivas torcidas. “A final da Copa do Mundo vai ser entre Argentina e Brasil, pois temos operações nos dois países. Quem ganha? O futebol! Não posso deixar nem os colaboradores do Brasil, nem os da Argentina tristes”, desconversa Rodrigo Cannaval, CEO da Unipar.
Outros palpites
Correndo por fora, mas não muito, estão os CEOs da Unilever Alimentos, Rodrigo Visentini, e da Rede Américas, Licio Cintra. O primeiro aposta em Brasil de um lado e Espanha do outro; já na opinião do segundo, a adversária da seleção na final será a Argentina. Correndo totalmente por fora está o CEO da Dasa, Rafael Lucchesi, que aposta em uma final entre França (sempre ela) e Espanha, com os espanhóis campeões.
A “maior Copa de todos os tempos”, como tem sido chamada, começa nesta quinta-feira, 11, com 48 seleções nacionais e 39 dias de competição, realizada em três países: Canadá, Estados Unidos e México.
Com Circe Bonatelli, Gabriel Baldocchi e Talita Nascimento



