Catanduvense sofre goleada e é eliminado da Bezinha sem pontuar
Catanduvense sofre goleada e é eliminado da Bezinha sem pontuar

Em 2019, o Grêmio Catanduvense viveu um momento difícil ao ser eliminado da fase final da quarta divisão paulista por falta de recursos financeiros, dispensando todo o elenco. Agora, em 2025, o retorno do clube aos gramados após três anos de inatividade não saiu como esperado. A equipe foi eliminada da quinta e última divisão do Campeonato Paulista no último sábado, após sofrer uma goleada de 8 a 0 para o São Carlos, fora de casa.

Campanha desastrosa na Bezinha

O Catanduvense, conhecido como Bruxa, não somou nenhum ponto nas sete partidas que disputou pelo Grupo 2. Foram quatro goleadas sofridas: 6 a 0 e 5 a 1 para a Santacruzense, 4 a 0 para a Independente de Limeira e o massacre de 8 a 0 para o São Carlos. Ao todo, a equipe sofreu 30 gols e marcou apenas quatro, sendo eliminada com três rodadas de antecedência. Agora, cumpre tabela contra Mogi Mirim, Matonense e Independente de Limeira.

Problemas desde o início

O sofrimento começou na primeira rodada, quando o time foi goleado por 6 a 0 pela Santacruzense, sem técnico e sem jogadores no banco de reservas. O presidente Sérgio Gomes explicou que os titulares não foram inscritos a tempo para a estreia. Além disso, o clube enfrenta uma dívida com a Federação Paulista de Futebol (FPF), parcelada em R$ 20 mil de entrada e dez prestações de R$ 7 mil.

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Breve história de ascensão e queda

Vice-campeão da Bezinha em 2006, o Catanduvense chegou à elite estadual em 2012, mas enfrentou instabilidade nos anos seguintes. Caiu de divisão até terminar na lanterna da Série A3 em 2018. Fundado em 2004 como sucessor do extinto Grêmio Esportivo Catanduvense, o clube teve seu auge em 2012, quando disputou o Paulistão sob o comando de Roberval Davino. Naquele ano, quase derrotou Palmeiras e Corinthians, mas foi goleado pelo Santos de Neymar por 5 a 0.

Licenciamento e retorno

Em 2019, o Catanduvense foi eliminado na terceira fase da Bezinha e se licenciou das competições profissionais por sete anos. Seu retorno em 2025 foi marcado por dificuldades financeiras e resultados negativos. Enquanto isso, o Catanduva FC, fundado pelo padre Osvaldo de Oliveira Rosa em 2017, cresceu no vácuo da inatividade do Grêmio, estreando profissionalmente em 2018 e chegando à Série A3 em 2024.

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