A Seleção Brasileira realizou, nesta quinta-feira (11), o penúltimo treino antes da estreia na Copa do Mundo, nos Estados Unidos. O repórter Pedro Bassan acompanhou a atividade e trouxe as novidades.
O clima é de descontração. Sorrisos, abraços e brincadeiras ajudam a dissipar o peso da estreia. Enquanto isso, Carlo Ancelotti vai definindo suas certezas. Pela segunda vez consecutiva, o técnico testou a mesma escalação titular. O time que se desenha conta com oito jogadores que estiveram na última Copa, no Catar. Se Ancelotti mantiver essa formação, será um recorde: a Seleção nunca repetiu tantos atletas em duas estreias consecutivas de Mundiais.
Os titulares que enfrentaram a Sérvia em 2022 e permanecem são: Alisson, Danilo, Marquinhos, Alex Sandro, Casemiro, Lucas Paquetá, Raphinha e Vini Jr. As novidades são apenas três: Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Matheus Cunha. O time, portanto, se divide entre poucos novatos, experientes e veteranos.
Alisson busca lugar na história
O goleiro Alisson é um dos destaques. Quando entrar em campo contra o Marrocos, ele se tornará o terceiro goleiro a ser titular do Brasil em três Copas do Mundo. Os outros que alcançaram esse feito foram campeões: Gilmar (duas vezes) e Taffarel, o herói do tetra. “Eu me sinto honrado por fazer parte desse grupo seleto de goleiros que vão estar disputando três Copas do Mundo. Mas eu quero entrar no outro grupo: no grupo dos campeões”, afirmou Alisson.
O caminho começa na defesa. Após os gols sofridos nos últimos quatro amistosos, o goleiro cobra uma postura mais sólida: “Tem que odiar tomar gol, tem que odiar sofrer gol. O adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol. A gente está tentando criar essa mentalidade aqui”.
Ódio e sorrisos, novatos e experientes. Faltam apenas dois dias. A mistura brasileira está quase pronta. “Nós escolhemos aqui focar no privilégio, focar na alegria e no prazer que é representar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, em uma competição importante como essa”, completou Alisson.
Torcida brasileira em Nova Jersey
A Times Square já respira o ritmo da torcida brasileira. O repórter Carlos Gil esteve em Nova Jersey, com vista deslumbrante de Manhattan, e trouxe informações sobre a festa organizada pelos torcedores.
“Estou do outro lado do rio Hudson, que marca a divisa entre Nova York e Nova Jersey. Uma terminologia usada pela Fifa no estádio da região: o Estádio Nova York/Nova Jersey, onde o Brasil enfrenta o Marrocos no sábado (13). O Brasil estreia em uma região com muitos brasileiros. Nova Jersey é o terceiro estado com mais brasileiros nos EUA, atrás de Massachusetts e Flórida. Estima-se que 150 mil brasileiros vivam aqui. Por isso, a procura por ingressos foi enorme. Os ingressos estão esgotados. Teremos casa cheia na estreia do Brasil, com mais de 80 mil pessoas e torcida barulhenta dos dois lados. Os marroquinos também prometem festa”, contou Carlos Gil.
Nesta sexta-feira (12), a torcida brasileira na região de Nova York organiza um “bandeiraço” na Times Square, na Rua 46, conhecida como a rua dos brasileiros.
Análise de Felipão
Renata Vasconcellos e Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comentaram o treino. “Segundo treino seguido com o mesmo time titular. Carlo Ancelotti já tem a formação ideal para o jogo contra o Marrocos”, disse Renata. Felipão completou: “É bom. Ele formou na sua ideia aqueles jogadores que vão iniciar a partida, já deu a eles um segundo treino, já mostrou que serão titulares. Eles se preparam mentalmente”.
Sobre as preocupações com o Marrocos, Felipão opinou: “Não acho que tenhamos tanta preocupação. Vamos enfrentar um início de competição. Se não conseguirmos a vitória, o empate já nos deixa equilibrados”.
Questionado sobre o que diria ao Felipão de 24 anos atrás, prestes a estrear na Copa, ele respondeu: “Vai dormir, pelo amor de Deus. Se a gente não dormir... Eu fiquei apreensivo, ansioso, e isso é normal. Aos poucos vai passando”.



