A seleção brasileira ainda não tem vaga garantida na Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Com a nova fórmula ampliada para 48 seleções, a América do Sul terá seis vagas diretas e uma vaga na repescagem. O Brasil ocupa atualmente a segunda posição nas eliminatórias, atrás da Argentina, mas a vantagem não é confortável.
Cenários para a classificação
Para garantir a vaga sem depender de resultados alheios, o Brasil precisa somar pelo menos 25 pontos nas 18 rodadas. Atualmente, com 12 pontos em 6 jogos, a equipe precisa de mais 13 pontos nos 12 jogos restantes. Uma campanha de 4 vitórias, 1 empate e 7 derrotas seria suficiente, mas o desempenho recente preocupa.
O técnico Dorival Júnior tem enfrentado críticas pela falta de padrão tático e pelos resultados inconsistentes. Em entrevista coletiva, ele afirmou: “Estamos trabalhando para corrigir os erros e garantir a classificação o mais rápido possível. O grupo tem potencial, mas precisamos de mais consistência.”
Riscos e desafios
O principal risco é a instabilidade defensiva. O Brasil sofreu gols em 5 dos 6 jogos das eliminatórias, algo incomum para a seleção. Além disso, lesões de jogadores-chave, como Neymar e Vinícius Júnior, têm prejudicado o desempenho ofensivo. Outro fator é o crescimento de seleções como Uruguai e Colômbia, que estão próximas na tabela.
O calendário apertado também preocupa. Entre jogos do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores, os atletas chegam desgastados às convocações. O preparador físico da seleção, Fábio Mahseredjian, destacou: “O desgaste é real. Precisamos gerenciar a carga para evitar lesões e queda de rendimento.”
Impacto da classificação
Uma eventual não classificação teria impactos econômicos e esportivos enormes. A CBF estima que a participação na Copa gera cerca de R$ 500 milhões em receitas com direitos de transmissão, patrocínios e premiações. Além disso, o prestígio internacional do futebol brasileiro seria abalado.
Para o torcedor, a pressão é grande. Nas redes sociais, cresce o movimento #ForaDorival, mas a diretoria da CBF mantém o apoio ao técnico. O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, afirmou: “Confiamos no trabalho do Dorival. Ele tem nosso respaldo para seguir até 2026.”
Próximos jogos decisivos
O Brasil enfrenta Equador (fora) e Paraguai (casa) nas próximas rodadas. São jogos considerados obrigatórios para somar 6 pontos. Depois, terá clássicos contra Argentina e Uruguai. Uma campanha de 4 vitórias nos próximos 5 jogos praticamente garante a vaga.
A tabela é favorável, mas o futebol apresentado até agora não convence. A média de gols por jogo é de 1,5, abaixo da média histórica de 2,1. A defesa, que já foi o ponto forte, agora é a maior preocupação. O Brasil precisa recuperar a solidez para não depender de resultados nos últimos jogos.



