O primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Marrocos, já foi tema de um desfile campeão do carnaval carioca. Em 2017, a Mocidade Independente de Padre Miguel conquistou o título do Grupo Especial com o enredo “Mil e Uma Noites de Uma Mocidade Pra Lá de Marrakech”. A escola de samba levou para a Sapucaí uma verdadeira imersão na cultura marroquina, misturada a elementos brasileiros, em uma apresentação que ficou marcada por inovações e polêmicas.
Desfile campeão
O desfile da Mocidade em 2017 foi um dos mais comentados do ano. A comissão de frente apresentou o “Teatro de Ilusões” marroquino, com coreografias que remetiam aos contos das Mil e Uma Noites. Carros alegóricos gigantes retrataram paisagens do deserto, mercados típicos e a arquitetura de Marrakech. A escola também homenageou a música e a dança do país, com destaque para a participação de bailarinos e músicos marroquinos.
Polêmicas e vitória dividida
Apesar do sucesso, o título não veio sem controvérsia. A Mocidade dividiu o campeonato com a Portela, após uma confusão na apuração dos votos. Inicialmente, a Portela foi declarada campeã, mas um erro na soma dos pontos fez com que a Mocidade também fosse considerada vencedora. A situação gerou debates sobre o sistema de julgamento do carnaval carioca.
Encontro cultural inesperado
Agora, Brasil e Marrocos se encontrarão novamente, mas desta vez nos gramados da Copa do Mundo. O sorteio dos grupos colocou as duas seleções na mesma chave, e o primeiro jogo do Brasil será contra os marroquinos. Para os torcedores, é uma oportunidade de relembrar a beleza do desfile da Mocidade e torcer por uma vitória brasileira dentro de campo.
O enredo da Mocidade em 2017 mostrou que a cultura marroquina tem muito em comum com a brasileira: a paixão pela música, pela dança e pela festa. Agora, resta saber se o futebol brasileiro conseguirá repetir o sucesso da escola de samba e vencer o time marroquino.



