Além de Erling Haaland e Martin Odegaard, a Noruega chega às oitavas de final da Copa do Mundo 2026 com outro nome capaz de chamar a atenção do Brasil. Aos 21 anos, Antonio Nusa ganhou o apelido de “Neymar da Noruega” pelo estilo de jogo baseado em velocidade, dribles e improviso, características inspiradas no camisa 10 brasileiro, a quem sempre tratou como seu maior ídolo.
Quem é Antonio Nusa?
Natural de Langhus, Antonio Nusa começou a carreira no Stabæk, clube onde estreou profissionalmente ainda adolescente. O desempenho chamou a atenção do Club Brugge, da Bélgica, que o contratou em 2021, e lá o atacante ganhou projeção internacional. Aos 17 anos, marcou um gol na Liga dos Campeões e entrou para a história do Brugge como o jogador mais jovem do clube a balançar as redes na principal competição europeia.
A rápida evolução despertou o interesse de equipes das principais ligas do continente e, em 2024, Nusa acertou sua transferência para o RB Leipzig. Desde então, passou a disputar uma das competições mais fortes da Europa e consolidou seu espaço entre os jovens talentos do futebol europeu.
Por que ele é chamado de “Neymar da Noruega”?
A comparação com Neymar surgiu pela semelhança no estilo de jogo e pela admiração que Nusa sempre demonstrou pelo brasileiro. Atuando pelos lados do ataque, o norueguês costuma apostar em velocidade, mudanças rápidas de direção e dribles no um contra um, características que marcaram o início da carreira do camisa 10 da Seleção. O próprio atacante nunca escondeu a inspiração. Em entrevistas, afirmou que Neymar é seu jogador favorito e uma das maiores referências para desenvolver seu futebol. Apesar do apelido, a comparação está mais ligada ao repertório técnico e à influência exercida pelo brasileiro do que a uma equivalência entre as duas carreiras.
O que esperar de Nusa contra o Brasil?
Embora Haaland concentre os holofotes e Odegaard seja o responsável pela organização das jogadas, Nusa oferece uma característica diferente à seleção norueguesa: a capacidade de acelerar os ataques e vencer duelos individuais pelos lados do campo. É justamente esse perfil que o transforma em uma das principais armas da equipe nos contra-ataques. Com velocidade para atacar espaços e habilidade para superar marcadores, o atacante costuma ser acionado quando a Noruega encontra campo aberto para jogar.
O confronto pelas oitavas também terá um componente simbólico. Pela primeira vez, Nusa enfrentará a seleção do país de seu maior ídolo. Se para o atacante a partida representa um momento marcante da carreira, para o Brasil será mais um desafio diante de um jogador que tenta transformar a inspiração em Neymar em protagonismo dentro de campo.



