A bola de couro n°5 foi minha primeira namorada
A bola de couro n°5 foi minha primeira namorada

Joaquim Ferreira dos Santos, jornalista carioca com cinco décadas de carreira, compartilha uma recordação afetiva que marcou sua infância: a bola de couro número 5, que ele considera sua primeira namorada. Em tempos de Copa do Mundo, ele utiliza o 'futebolês' — o linguajar próprio do futebol — para decifrar aspectos da sociedade brasileira.

Uma paixão infantil

Nascido no Rio de Janeiro, Santos trabalhou nos principais veículos do país e publicou dez livros, incluindo a biografia de Leila Diniz. Em sua coluna, ele relembra como a bola de couro foi mais que um brinquedo: foi um objeto de desejo e aprendizado. A textura, o cheiro e o som da bola ao ser chutada são descritos com detalhes que transportam o leitor para sua juventude.

O 'futebolês' como espelho do Brasil

Para Santos, o vocabulário do futebol vai além do esporte. Expressões como 'drible', 'gol de placa' e 'jogada ensaiada' refletem traços da cultura nacional, como a criatividade, a malandragem e a busca por soluções inesperadas. Ele argumenta que o 'futebolês' ajuda a entender a política, a economia e as relações sociais no país.

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  • A bola de couro como símbolo de união e rivalidade.
  • O futebol como metáfora para a vida cotidiana.
  • A linguagem do esporte como ferramenta de análise social.

Em sua análise, Santos não deixa de lado a emoção. A Copa do Mundo, para ele, é um momento em que o Brasil inteiro fala a mesma língua — o 'futebolês'. É quando as diferenças se atenuam e a paixão nacional se revela em sua forma mais pura. A bola de couro, agora substituída por versões sintéticas, continua sendo o centro desse universo.

Exclusivo para assinantes, o texto de Joaquim Ferreira dos Santos é um convite à reflexão sobre como o esporte mais popular do planeta molda a identidade brasileira. Uma leitura que combina nostalgia, crítica social e amor pelo jogo.

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