O último jogo da seleção brasileira em casa antes do embarque para a Copa do Mundo reuniu mais de 70 mil pessoas no Maracanã, ontem. Desde torcedores acostumados a frequentar o estádio até aqueles que não têm essa emoção como parte de sua rotina, o evento foi marcado por uma atmosfera de festa e expectativa.
Torcedor russo 'Feiticeiro do Hexa' marca presença
O russo Yury Torsky, conhecido como o 'Feiticeiro do Hexa' e famoso como torcedor meme do Mundial de 2018, esteve presente. Ele veio ao Brasil pela primeira vez para gravar uma campanha publicitária e aproveitou para torcer pelo país que o tornou famoso oito anos atrás. Torsky acertou ao prever que a seleção faria ao menos quatro gols no amistoso contra o Panamá. "Estou muito feliz em finalmente visitar o Brasil. Feliz em ver os brasileiros, torcedores, estádios, a comida. É mágico sentir tudo isso", disse ele.
Caderno especial 'Jogo Extra no Maraca' faz sucesso
Horas antes da partida, Torsky fez o 'esquenta' em frente a um bar nos arredores do estádio e recebeu um exemplar do 'Jogo Extra no Maraca'. O caderno especial, distribuído gratuitamente no entorno do Maracanã, trouxe reportagens, estatísticas do confronto e uma entrevista exclusiva com o atacante Rodrygo, do Real Madrid, que ficou fora da convocação por lesão. O que mais fez sucesso foi a tabela completa da Copa do Mundo.
A bancária pernambucana Janaínna Monteiro elogiou: "Até me arrepiei quando vi! Traz aquela memória afetiva boa da época em que a gente preenchia tudo a mão. Num mundo digital, todo tecnológico, isso aqui é uma delícia". Outro torcedor ilustre, o dentista Daniel Bartolomeu Sbruzzi, de 78 anos, detentor do recorde no Guinness Book de torcedor que mais assistiu a Copas presencialmente, também aprovou o material: "Até agora não tinha visto uma tabela física! Gostei bastante e vou guardar para acompanhar as partidas durante a Copa".
Recordista de Copas e novos torcedores
Sbruzzi, que já viu 11 edições ao vivo desde 1978, disse que pretende manter o recorde no Mundial dos Estados Unidos. "Não imaginava ganhar este título, mas como ganhei, pretendo manter este ano", afirmou. Já a analista de sistemas Lorena Peixoto, de 23 anos, que ia ao Maracanã pela primeira vez, destacou as estatísticas do caderno como ferramenta para prever a vitória. "Esse é o momento de a gente se unir pelo Brasil novamente, nessa ocasião única, que só acontece de quatro em quatro anos", disse.
Famílias e torcedores especiais
Os gêmeos Matheus e Rafael Paiva, de 12 anos, estavam realizando uma pesquisa escolar sobre Copas. A mãe Roberta Paiva contou que Matheus, mesmo nervoso para acompanhar a partida, foi quem mais gostou do caderno, pois vai utilizá-lo na pesquisa. Cláudia Narcizo, de 51 anos, torcedora do Vasco e criadora da primeira torcida organizada exclusivamente feminina do Brasil — as Filhas do Almirante —, celebrou a edição especial. "Não existe nada como isso daqui. Leio jornal todos os dias e não troco essa sensação por nada; é importantíssimo. Adorei essas estatísticas e, com certeza, vou guardar essa edição com carinho", afirmou. Ela profetizou que o jovem Rayan, ex-Vasco, faria um gol na partida, o que se confirmou com o terceiro gol da seleção sobre o Panamá.
A pequena Liz Cruz se animou com o caderno especial na rampa da UERJ, acompanhada da família. Estudantes e outros torcedores também foram vistos lendo o material. A distribuição do 'Jogo Extra no Maraca' foi um sucesso entre os presentes.



