As vaias durante os intervalos para hidratação ecoaram nas partidas do Grupo L da Copa do Mundo na quarta-feira, enquanto os torcedores demonstravam seu descontentamento com a novidade. Primeiro, no Estádio de Dallas, no confronto entre Inglaterra e Croácia, e depois em Toronto, onde Gana enfrentou o Panamá.
Polêmica sobre os intervalos obrigatórios
Os intervalos obrigatórios de três minutos da Fifa, um em cada tempo, têm gerado polêmica desde que foram introduzidos pela primeira vez nesta Copa do Mundo para ajudar os jogadores a lidar com o calor e a umidade do verão norte-americano. Críticos afirmam que os intervalos interrompem o ritmo da partida, enquanto outros veem sua introdução como uma manobra cínica para dividir o jogo em quatro quartos e dar às emissoras mais oportunidades de exibir anúncios.
Manifestação das torcidas
Os torcedores da Inglaterra haviam anunciado nas redes sociais que manifestariam sua oposição na partida de quarta-feira, e as vaias começaram a ecoar de ambas as torcidas assim que o árbitro Clement Turpin apitou para sinalizar o intervalo, aos 22 minutos.
O intervalo para hidratação também foi mal recebido na fria Toronto, durante a outra partida do Grupo L do dia, quando os torcedores vaiaram enquanto os jogadores do Panamá e de Gana caminhavam em direção aos respectivos bancos de reservas, sob uma chuva constante.
Reação dos técnicos
“Se há um intervalo, é para fazer ajustes”, disse o técnico do Panamá, Thomas Christiansen, após a derrota de sua equipe por 1 a 0 para Gana. “Não estava calor, mas temos que aceitar que são os anunciantes da televisão que estão pagando por tudo isso.”
Incidente em Boston
Também houve vaias da torcida quando o primeiro intervalo começou na terça-feira, na partida da Noruega contra o Iraque no Boston Stadium, onde a temperatura era amena, de 23 graus. O Iraque estava empatando em 0 a 0 com os noruegueses e jogando bem quando o intervalo começou, mas sofreu um gol quatro minutos após a retomada da partida e acabou perdendo por 4 a 1.



