O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) tomou uma decisão inédita ao condenar a Lazio por romper o contrato da goleira sueca Maja Gothberg após ela engravidar. A corte determinou que o clube italiano pague 69.333 euros à jogadora, em um caso que a FIFPro, sindicato global de jogadores de futebol, classificou como histórico para a proteção à maternidade no esporte.
Detalhes do caso
Maja Gothberg, que atuava como goleira da Lazio, teve seu contrato rescindido unilateralmente pelo clube após comunicar sua gravidez. A jogadora recorreu ao TAS, que considerou a rescisão ilegal e violadora das normas de proteção à maternidade. A decisão estabelece que informações médicas relacionadas à gravidez devem ser tratadas com confidencialidade e não podem ser usadas como justificativa para rompimento contratual.
Reação da FIFPro
A FIFPro emitiu nota classificando a sentença como "histórica" e um marco na luta pelos direitos das jogadoras. "Esta decisão envia uma mensagem clara de que a gravidez não pode ser motivo para discriminação no futebol", afirmou a entidade. O sindicato também destacou que o caso cria um precedente importante para proteger atletas em situações similares ao redor do mundo.
Impacto da decisão
A condenação da Lazio ao pagamento de 69.333 euros representa não apenas uma reparação financeira para Gothberg, mas também um alerta para clubes que desrespeitam direitos trabalhistas e de gênero. Especialistas apontam que a decisão pode incentivar mais jogadoras a denunciar casos de discriminação relacionados à maternidade, fortalecendo a luta por igualdade no esporte.



