O árbitro-assistente de vídeo (VAR) Shaun Evans foi inocentado pela Fifa após investigação sobre um gesto de 'OK' invertido feito durante a transmissão da Copa do Mundo. Evans classificou o movimento como 'involuntário e subconsciente', negando qualquer intenção de comunicar mensagens ou crenças.
O incidente
O australiano foi flagrado fazendo o sinal com a mão direita enquanto a Fifa exibia a equipe do VAR no centro de arbitragem em Dallas, antes da vitória da Alemanha por 7 a 1 sobre Curaçao. O gesto possui dois significados distintos: um inofensivo, relacionado a uma brincadeira popular, e outro associado a símbolos de supremacia branca.
Investigação da Fifa
A entidade máxima do futebol mundial afirmou não ter encontrado 'nenhuma evidência de violações do Código Disciplinar da Fifa'. Evans, em comunicado, disse que entende como o gesto foi interpretado, mas reforçou que não o fez de forma consciente ou deliberada. A Associação de Árbitros de Futebol Profissionais da Austrália apoiou o resultado da investigação.
Repercussão
O caso gerou ampla especulação nas redes sociais e levou a organização antidiscriminação Fare a pedir providências. A Kick It Out também solicitou esclarecimentos à Fifa. Após o incidente, a transmissão dos rituais pré-jogo foi alterada, com os árbitros passando a ficar de frente para os monitores.
Contexto do gesto
O sinal de 'OK' invertido ganhou notoriedade em 2017, quando passou a ser usado pela extrema direita como símbolo de 'poder branco'. A Liga Antidifamação o incluiu em sua lista de símbolos de ódio em 2019. No Brasil, o mesmo gesto foi feito por Filipe Martins, assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2021, gerando polêmica.
Evans, de 38 anos, está na lista de árbitros da Fifa desde 2017 e já atuou na Copa do Mundo de 2022. Ele segue disponível para trabalhar no restante do torneio.



