O Paris Saint-Germain é bicampeão da Uefa Champions League. Desta vez, com muito mais dificuldade e emoção que nos 5 a 0 aplicado sobre a Inter de Milão, na temporada passada: foi na disputa de pênaltis, em duelo duríssimo com o Arsenal na Puskás Arena, em Budapeste. Venceu por 4 a 3 nas cobranças, após 1 a 1 no tempo regulamentar, que persistiu na prorrogação. Um duelo marcado por cautela, riscos controlados e muito esforço físico. Uma final com cara de final.
Segundo título de Luis Enrique
É o segundo título dos franceses na competição, ambos sob o comando e com um toque de autoria claro de Luis Enrique. A conquista parisiense impõe mais um trauma ao Arsenal, que segue sem conquistar a Champions após duas finais disputadas.
Histórico de finais do Arsenal
Na decisão de 2005/06, os gunners chegaram a abrir o placar sobre o Barcelona, mas levaram a virada. Neste sábado, voltaram a sair na frente, com Havertz, mas o PSG empatou com Dembelé, de pênalti, na segunda etapa.
Disputa de pênaltis
Na disputa de pênaltis, Eze, do Arsenal, chutou para fora, enquanto Nuno Mendes, do PSG, viu Raya pegar sua cobrança. O brasileiro Beraldo converteu o quinto dos franceses. A responsabilidade ficou com o também brasileiro Gabriel Magalhães, que chutou por cima do travessão e encerrou a disputa.
Primeiro tempo: Arsenal eficiente
O primeiro tempo foi condicionado inteiramente pela eficiência do Arsenal em abrir o placar rapidamente. Sempre decisivo, o alemão Kai Havertz, opção do técnico Mikel Arteta para o perfil do jogo, aproveitou bola em profundidade pela esquerda (sem querer, após rebatida de Marquinhos em cima de Trossard) para bater forte, vencer o goleiro Safonov e marcar um golaço.
A partir dali, o Arsenal passou a fazer o que fez de melhor numa temporada em que conquistou o título da Premier League: se defendeu solidamente e fechou as várias linhas de passe que o PSG tentava criar por meio de movimentação. Por outro lado, deu a bola aos franceses, que eventualmente encontravam espaços para suas tradicionais bolas longas. Fabián Ruiz teve a melhor chance, pela esquerda, mas bateu para fora.
Segundo tempo: PSG empata
A abdicação dos ingleses em ter o controle do jogo acabou punida na segunda etapa. Em ataque promissor dos franceses, Mosquera derrubou Kvaratskhelia e cometeu pênalti. Dembelé converteu e mudou completamente o panorama da partida.
Com a igualdade, o Arsenal lançou Gyokeres e foi para o ataque. Em jogadas de área, viu a bola ficar viva várias vezes na defesa do PSG. Mas foram os franceses quem tiveram as chances mais claras: Kvaratskhelia acertou a trave em bola desviada e Vitinha viu chute colocado passar caprichosamente por cima do travessão. No último lance do tempo regulamentar, já nos acréscimos, Barcola bateu para fora o que poderia ser o gol do título.
Prorrogação
A prorrogação foi marcada muito mais por cenas de jogadores esgotados e lances mais físicos do que por boas chances. No primeiro tempo, o Arsenal chegou a reclamar de pênalti em jogada em que Madueke e Nuno Mendes se enroscaram, mas a arbitragem nada marcou. Nos segundos 15 minutos, as equipes cansaram e se limitaram ao jogo de transição. Gyokeres chegou a assustar Safonov em chute desviado na entrada da área.



