Infantino e a megalomania que cega o presidente da Fifa
Infantino e a megalomania que cega o presidente da Fifa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, protagonizou mais um episódio que escancara o que seus críticos chamam de "megalomania" e "narcisismo delirante". Na última sexta-feira, ele apareceu ao lado de Donald Trump em um evento na Trump Tower, em Nova York, em uma imagem que o colunista Fernando Kallás ironizou como "BFFs" — melhor amigos inseparáveis. Para Kallás, o problema não é apenas a postura de Infantino, mas a incapacidade de enxergar o que todos veem: sua absoluta falta de carisma.

A foto, registrada pela AFP, mostra Infantino olhando para Trump durante o encontro. A cena, carregada de simbolismo, reacendeu o debate sobre o estilo de gestão do dirigente suíço, que comanda o futebol mundial desde 2016. Em sua coluna exclusiva, Kallás aponta que o comportamento de Infantino revela um plano megalomaníaco que o distancia do que a entidade deveria representar.

Um encontro que diz muito

O evento na Trump Tower não foi convocado oficialmente pela Fifa, e a presença de Infantino ao lado do ex-presidente norte-americano gerou interpretações variadas. Para Kallás, a aproximação com Trump é sintomática: ambos seriam movidos por egos inflados e por uma visão personalista do poder. O colunista sugere que Infantino se sente confortável em ambientes onde a imagem e a vaidade prevalecem — mesmo que isso custe a credibilidade da instituição.

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Não é a primeira vez que Infantino se aproxima de líderes controversos. Sua gestão na Fifa foi marcada por relações próximas com governantes de países como Rússia, Catar e Arábia Saudita, todos com histórico de críticas na área de direitos humanos. A nova aproximação com Trump, que enfrenta processos judiciais e acusações éticas, reforça a percepção de que o suíço prioriza alianças estratégicas em detrimento da imagem pública do esporte.

O plano por trás das cortinas

O que seria o "plano megalomaníaco" de Infantino? Na análise de Kallás, trata-se de um projeto de expansão de poder pessoal dentro do futebol global. A Fifa sob sua liderança aprovou a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções, reformulou o Mundial de Clubes e criou novas competições comerciais — todas com forte viés de arrecadação. Recentemente, Infantino também indicou que pretende concorrer à reeleição novamente, apesar das promessas anteriores de limite de mandatos.

Especialistas apontam que a gestão Infantino trouxe crescimento financeiro à Fifa, com receitas recordes em patrocínios e direitos de transmissão. Contudo, os críticos afirmam que esse crescimento vem acompanhado de um estilo autocrático e de uma centralização de decisões que enfraquecem as federações nacionais. O colunista ecoa essa visão ao dizer que o presidente da entidade "não percebe que o jogo não gira em torno dele".

Falta de carisma: um problema para o futebol?

A ausência de carisma, segundo Kallás, não é apenas uma questão estética. Em uma função pública de alta visibilidade, o carisma é ferramenta de mediação e de construção de consenso. Infantino, porém, parece compensar essa lacuna com discursos grandiosos e com a busca desenfreada por palcos internacionais. A foto com Trump é a metáfora perfeita: em vez de liderar o futebol mundial com elegância, ele se coloca ao lado de figuras polarizadoras.

No plano esportivo, as consequências desse estilo ainda não são totalmente mensuráveis. O futebol segue atraindo bilhões de fãs, e as competições da Fifa continuam lucrativas. No entanto, a imagem da entidade permanece manchada por escândalos anteriores e pela percepção de que o dirigente máximo se preocupa mais com seu legado pessoal do que com a saúde do jogo.

Repercussão e próximos passos

O encontro na Trump Tower ocorre em um momento delicado para a Fifa, que se prepara para a Copa do Mundo de 2026, sediada em três países da América do Norte. A escolha de Trump como anfitrião simbólico do evento, ainda que não oficial, gerou preocupação entre organizações de direitos humanos e setores da imprensa internacional. A Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a reunião, e não há detalhes sobre os temas discutidos.

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Para Fernando Kallás, a mensagem é clara: Infantino precisa de urgente autocrítica. "O narcisismo delirante do presidente da Fifa o impede de enxergar o que todos veem: sua absoluta falta de carisma", escreve o colunista. A pergunta que fica é se esse diagnóstico será ouvido dentro da entidade máxima do futebol, onde o poder de Infantino parece, por ora, incontestável.