A aposta da Fifa em tecnologia para a Copa do Mundo de 2026 tem gerado mais controvérsias do que acertos. O uso de sistemas como o VAR (árbitro assistente de vídeo) e a detecção automatizada de impedimentos, que deveriam trazer mais justiça ao jogo, acabaram provocando debates acalorados e questionamentos sobre a eficácia das ferramentas.
Decisões polêmicas marcam o torneio
Em partidas decisivas, lances capitais foram revisados por longos minutos, quebrando o ritmo das partidas e deixando jogadores e torcedores insatisfeitos. Ex-árbitros da Fifa, ouvidos pela imprensa internacional, apontaram inconsistências nas interpretações. Um dos casos mais emblemáticos envolveu o atacante Balogun, da seleção dos Estados Unidos, que teve um gol anulado por impedimento milimétrico após revisão de quase três minutos. Por outro lado, em situação similar, o defensor Quansah, da Inglaterra, não foi punido, gerando acusações de tratamento diferenciado.
Críticas de especialistas
“A tecnologia deveria ser uma ferramenta para auxiliar, não para substituir o julgamento humano. Estamos vendo decisões inconsistentes que prejudicam a credibilidade do esporte”, afirmou um ex-árbitro da Fifa, sob condição de anonimato. Segundo ele, a falta de critérios claros para a revisão de lances cria um ambiente de incerteza.
Dados da própria Fifa indicam que o tempo médio de revisão por lance aumentou 40% em relação ao torneio anterior, com picos de até quatro minutos em algumas jogadas. Isso contraria a promessa inicial de que a tecnologia agilizaria as decisões.
Impacto no desempenho das seleções
A Noruega, liderada por Erling Haaland, também sentiu os efeitos das controvérsias. Em entrevista coletiva, Haaland declarou: “Não podemos deixar que a tecnologia roube a emoção do futebol. Mas temos que nos adaptar.” A seleção norueguesa enfrenta a Inglaterra em Miami, e a pressão está sobre os ingleses, que vêm sendo beneficiados por algumas decisões duvidosas.
O saldo até agora é de um torneio marcado por reclamações de jogadores, técnicos e torcedores. A Fifa, por sua vez, defende que as ferramentas estão em constante aprimoramento e que os erros humanos ainda existem. No entanto, a percepção geral é que a aposta na tecnologia, ao menos nesta edição, saiu pela culatra.



