Fifa rebate críticas e nega venda do futebol com nova empresa
Fifa nega venda do futebol e defende criação da FFE

A Fifa saiu em defesa da proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) e afirmou que "ninguém está vendendo o futebol". Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a entidade negou que pretenda abrir mão do controle de suas competições ou modificar sua estrutura de governança, rebatendo as críticas que surgiram após o anúncio do plano.

A proposta apresentada nesta semana prevê a criação de uma subsidiária da Fifa para administrar ativos comerciais como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo de Clubes e outras competições da entidade. O plano inclui a venda de uma participação minoritária da nova empresa para investidores privados, o que gerou reações negativas e um posicionamento contrário da Uefa.

O que diz a Fifa sobre a FFE

No comunicado, a entidade afirmou que o processo de consulta às 211 associações nacionais foi prejudicado por "informações incorretas divulgadas pela imprensa". A Fifa garantiu que retomará as discussões para que cada federação possa analisar a proposta com base nos fatos antes da votação.

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— Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a Fifa cogitaria — declarou a entidade na nota.

A Fifa também ressaltou que nenhuma organização pode falar em nome de todas as federações filiadas e defendeu que cada associação tenha o direito de analisar, aprovar, rejeitar ou sugerir mudanças na proposta, classificando esse processo como um princípio democrático da entidade.

Quanto cada federação pode receber

Segundo a Fifa, a FIFA Forward Enterprise seria uma subsidiária totalmente controlada pela própria entidade. Caso seja aprovada, a nova empresa assumiria as atividades comerciais e operacionais relacionadas à realização dos eventos organizados pela Fifa, enquanto o controle permaneceria permanentemente com a entidade.

Os recursos gerados pela nova estrutura seriam compartilhados entre as 211 associações nacionais, permitindo maiores investimentos no desenvolvimento do futebol em cada país. Pela proposta atual, cada federação receberia US$ 20 milhões em recursos do programa FIFA Forward entre 2027 e 2030, independentemente do posicionamento adotado durante o processo de discussão.

Além disso, a Fifa apresentou o chamado programa FIFA Fast Forward, que prevê um aporte extraordinário adicional de US$ 20 milhões por associação. A participação seria voluntária e o financiamento viria de investidores externos, sem transferência de controle da Fifa ou mudanças em sua governança, segundo a entidade.

Votação e consulta às associações

A Fifa reforçou que a criação da FIFA Forward Enterprise só ocorrerá caso a maioria das 211 associações nacionais aprove a proposta. Se isso não acontecer, as operações comerciais da entidade permanecerão exatamente como são atualmente.

A entidade destacou ainda que todos os pontos apresentados continuam abertos à discussão durante o processo de consulta. As federações poderão aprovar, rejeitar ou propor alterações em qualquer parte do projeto antes da votação final.

Entenda o plano da FIFA Forward Enterprise

A criação da FIFA Forward Enterprise foi anunciada nesta semana como parte de um plano para reorganizar a exploração comercial das principais competições da Fifa. A expectativa da entidade é vender uma participação minoritária da nova empresa, levantando cerca de US$ 4,2 bilhões.

A avaliação apresentada pela Fifa estima a FFE em aproximadamente US$ 20 bilhões. Segundo a entidade, os recursos captados permitiriam ampliar significativamente os investimentos destinados às associações nacionais e aumentar a receita obtida com direitos de transmissão e patrocínios, preservando, segundo a Fifa, o controle da organização sobre seus ativos e competições.

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