Deschamps elogia França e explica saída de Mbappé: 'Sentiu um pouco de dor'
Deschamps elogia França e explica saída de Mbappé

Didier Deschamps, técnico da seleção francesa, elogiou o desempenho de seus jogadores após a vitória que garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo. Em entrevista, ele também explicou a saída precoce de Kylian Mbappé durante a partida: "Ele sentiu um pouco de dor, por isso foi substituído. Não é nada grave, mas preferimos poupá-lo."

Deschamps busca terceira estrela

Deschamps pode levar a França ao tricampeonato da Copa do Mundo. O treinador de 57 anos estava em campo e era o capitão da equipe que faturou o primeiro troféu em casa, em 1998. Ele já era o técnico na conquista do bi, em 2018. Agora pode mais uma vez faturar a taça como treinador no adeus à Copa, pelo menos no comando dos franceses.

É o que espera Christian Karembeu, ex-meia campeão pela França ao lado de Deschamps há 28 anos. "Quero que Didier termine sua passagem pela seleção francesa no mais alto nível. Sei que será difícil, mas ele está lá para encerrar esse ciclo e escrever uma nova bela página da história da equipe da França. Ele é o verdadeiro guardião da seleção francesa, o responsável por preservar essa história: da primeira à segunda estrela. E acredito também na terceira estrela", disse Karembeu ao site da Fifa.

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"Ele anunciou que esta será sua última Copa do Mundo, então, de certa forma, precisa sair da maior maneira possível, com a coroa, com o troféu da Copa do Mundo", completou Karembeu.

Trajetória de sucesso

Antes mesmo do início da Copa na América do Norte, Deschamps anunciou que a competição vai encerrar seu ciclo à frente da seleção francesa, embora não vá se aposentar. Deschamps assumiu a seleção francesa em 2012, enquanto o futebol francês se recuperava do fiasco de 2010. Naquela edição, a equipe caiu na primeira fase, sem vencer nenhum dos três jogos, e os atletas fizeram greve em um dia de treino após o corte do atacante Nicolas Anelka da delegação por ter xingado o técnico Raymond Domenech.

Sob comando de Deschamps, a França caiu nas quartas de final para a campeã Alemanha em 2014, conquistou o título em 2018 em final contra a Croácia e ficou com o vice em 2022, em derrota nos pênaltis para a Argentina.

"Didier já era muito precoce no Nantes. Com 15 ou 16 anos, já era capitão da equipe principal. Ele é muito inteligente, obviamente carismático, um líder. Isso se vê na maneira como comanda suas equipes: a seleção francesa, a Juventus, o Olympique de Marseille, o Monaco… Quando observamos o caminho que percorreu, percebemos que tudo aponta para o sucesso. Sua trajetória é simplesmente excepcional", contou Karembeu.

Recordes e próximos desafios

Na América do Norte, Deschamps quebrou um recorde, tornando-se o técnico com maior número de vitórias na história da Copa – até o momento tem 19 triunfos. Ele ainda igualou a marca de Felipão ao levar a França pela terceira vez a uma semifinal como treinador. Caso conquiste o título nos Estados Unidos, Deschamps vai se tornar apenas o segundo treinador bicampeão da Copa do Mundo, igualando feito do italiano Vittorio Pozzo em 1934 e 1938.

Antes da final, porém, a França tem de passar pela Espanha. As duas seleções medem forças nesta terça-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas.

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