Análise: craques brilham mais que nunca na Copa do Mundo
Craques brilham mais que nunca na Copa do Mundo

Os grandes craques do futebol mundial brilharam mais do que nunca nesta edição da Copa do Mundo, segundo análise do jornal Financial Times. O torneio registrou números históricos de participação dos principais jogadores, com gols, assistências e lances decisivos em momentos cruciais.

Desempenho histórico dos astros

Dados compilados pelo FT mostram que os 10 jogadores mais valiosos do mundo, segundo o Observatório de Futebol CIES, somaram 23 gols e 15 assistências ao longo da competição, superando em 40% a média das últimas três edições. "Nunca vimos tantos craques entregando em jogos eliminatórios", afirmou o analista esportivo Simon Kuper, em artigo publicado na sexta-feira.

O destaque individual foi o atacante francês Kylian Mbappé, que marcou 8 gols e deu 3 assistências, liderando a artilharia. O argentino Lionel Messi, por sua vez, contribuiu com 6 gols e 5 assistências, sendo eleito o melhor jogador da final. A média de gols por jogo dos principais astros foi de 0,8, a mais alta desde 1998.

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Impacto tático e técnico

A análise aponta que as seleções campeãs e vice-campeãs contaram com ao menos três jogadores considerados "elite" pelo ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). "A diferença entre ter um craque em forma e não ter foi clara nas partidas mais equilibradas", escreveu Kuper. A Argentina, por exemplo, venceu três jogos por diferença de um gol, todos com participação direta de Messi ou de Ángel Di María.

Além disso, o torneio quebrou recordes de audiência global, com pico de 1,5 bilhão de espectadores na final, segundo dados da FIFA. O engajamento em redes sociais também cresceu 35% em relação a 2018, impulsionado por jogadas de Mbappé, Messi e do croata Luka Modrić.

Comparação com edições anteriores

O FT comparou o desempenho dos "top 5" jogadores de cada Copa desde 2002. Neste ano, eles somaram 18 gols em fases eliminatórias, contra 12 em 2018 e 10 em 2014. "Os craques estão mais decisivos porque o jogo se tornou mais físico e tático, exigindo soluções individuais", explicou o técnico espanhol Pep Guardiola, em entrevista ao jornal. A média de idade dos principais jogadores também caiu para 26,3 anos, indicando uma renovação geracional.

Conclusão da análise

Para o Financial Times, o brilho dos craques não foi apenas estatístico, mas também narrativo, com momentos que marcaram a história do esporte. "Esta Copa será lembrada como a Copa dos craques", concluiu Kuper. A tendência, segundo especialistas, é que as próximas edições vejam ainda mais protagonismo individual, com o aumento do investimento em formação de talentos.

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