Seleções africanas estão insatisfeitas com o uso do VAR na Copa do Mundo 2026, alegando tratamento desigual em relação a equipes tradicionais. Casos envolvendo árbitros brasileiros, como Wilton Pereira Sampaio, incluem pênaltis não marcados e expulsões ignoradas. Gana, Senegal e Egito protestam, enquanto a Argélia reclama da não-exclusão de Lionel Messi. O Paraguai também se queixa de decisões inconsistentes.
Reclamações de Gana e Senegal
Na partida entre Inglaterra e Gana, o jogador Prince Adu, de Gana, disputou a bola com Ezri Konsa, da Inglaterra, dentro da área, em um lance que gerou controvérsia. A Federação Ganesa de Futebol enviou um protesto formal à FIFA, afirmando que um pênalti claro não foi marcado. Senegal também reclamou de um pênalti não assinalado em jogo contra o Equador.
Caso envolvendo Messi e Argélia
A Argélia protestou contra a não expulsão de Lionel Messi em partida contra a seleção argelina. O lance, analisado pelo VAR, não resultou em cartão vermelho, o que gerou indignação. A federação argelina classificou a decisão como “injusta e discriminatória”.
Paraguai também se queixa
O Paraguai, único país sul-americano a reclamar publicamente, questionou a consistência do VAR. Em comunicado, a Associação Paraguaia de Futebol citou dois lances em que o VAR não interveio, beneficiando adversários europeus.
Árbitros brasileiros no centro das críticas
Os árbitros brasileiros Wilton Pereira Sampaio e Raphael Claus estiveram envolvidos em algumas das decisões contestadas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não se manifestou oficialmente. A FIFA, por sua vez, afirmou que todas as decisões seguem os protocolos e que não há tratamento desigual.
Impacto e próximos passos
As reclamações ocorrem em meio a um debate global sobre a imparcialidade do VAR. Especialistas apontam que a tecnologia, embora útil, depende da interpretação humana. As federações africanas prometem levar o caso ao Comitê de Disciplina da FIFA após o torneio.



