A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já tem seus árbitros definidos. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou a lista de 108 árbitros, sendo 36 árbitros principais, 72 assistentes e 24 responsáveis pelo VAR. Pela primeira vez, a arbitragem feminina terá representação em todas as funções, incluindo o VAR.
Como os árbitros são escolhidos?
O processo de seleção é rigoroso e começa anos antes do torneio. A Fifa analisa o desempenho dos árbitros em competições nacionais e internacionais, além de avaliar critérios físicos e técnicos. Os candidatos passam por testes de aptidão física, exames médicos e avaliações psicológicas. A experiência em jogos de alto nível, como eliminatórias e torneios continentais, é um diferencial.
As confederações continentais indicam os árbitros, mas a palavra final é da Comissão de Arbitragem da Fifa, que busca equilíbrio entre continentes e garante representatividade. Para 2026, a Europa terá 14 árbitros, a América do Sul 8, a América do Norte e Central 6, a África 4, a Ásia 4 e a Oceania 2.
Mulheres na arbitragem
Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo contará com mulheres atuando como árbitras principais, assistentes e no VAR. A francesa Stéphanie Frappart, a ruandesa Salima Mukansanga e a japonesa Yoshimi Yamashita são as principais árbitras. A brasileira Neuza Back será assistente, e a também brasileira Daiane Muniz estará no VAR. A inclusão feminina é resultado de um trabalho contínuo da Fifa para promover igualdade de gênero no futebol.
Brasileiros na arbitragem
O Brasil será representado por três árbitros principais: Wilton Sampaio, Raphael Claus e Anderson Daronco. Eles estarão acompanhados dos assistentes Bruno Boschilia, Marcelo Van Gasse e Neuza Back. No VAR, os brasileiros Daiane Muniz e Rodolpho Toski Mariano foram escalados. A presença brasileira reflete a força da arbitragem nacional, que tem se destacado em competições internacionais.
Critérios de seleção
Além do desempenho em campo, a Fifa valoriza a comunicação, a tomada de decisão sob pressão e o uso correto da tecnologia. Os árbitros passam por workshops e simulados com o VAR para garantir uniformidade nas decisões. A transparência no processo de seleção é prioridade, com relatórios públicos sobre o desempenho de cada profissional.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser um marco para a arbitragem, com mais diversidade e tecnologia. Os torcedores podem esperar um nível elevado de profissionalismo e justiça nas partidas.



