João Traven, idealizador da Maratona do Rio, compartilhou memórias do início do evento e seus planos ambiciosos para o futuro. Desde 2003, a prova se consolidou como o maior festival de corrida da América Latina, mas Traven almeja mais: torná-la uma maratona major, no mesmo patamar de Nova York, Chicago, Boston, Londres, Tóquio e Berlim.
Inspiração em Nova York
A semente da Maratona do Rio foi plantada em 1988, quando Traven correu a Maratona de Nova York pela primeira vez. "Naquela época, não se vendia tênis importado no Brasil. Fiquei impressionado com a grandiosidade do evento", relembra. Ele já completou a prova nova-iorquina vinte vezes.
Primeira edição e desafios
A primeira Maratona do Rio ocorreu em 2003, com desafios logísticos: os participantes precisavam devolver o chip de cronometragem ao final da prova. "Era tudo muito artesanal, mas a energia das ruas foi contagiante", conta. O evento cresceu rapidamente, atraindo corredores de todo o país e do exterior.
Planos para o futuro
Traven, diretor da Spiridon, quer que a Maratona do Rio se torne um evento independente, desvinculado do festival de corridas que a acompanha. "Queremos uma maratona pura, de 42 km, com percurso icônico passando pelo Aterro do Flamengo, Copacabana e o Pão de Açúcar", explica. A meta é obter o selo Gold Label da World Athletics e, futuramente, integrar o seleto grupo das majors.
Legado e impacto
Além do aspecto esportivo, Traven destaca o impacto turístico e econômico: "Uma maratona major atrai milhares de estrangeiros, movimenta a hotelaria e projeta a cidade globalmente". Ele também menciona a importância de melhorar a infraestrutura, como a ampliação da orla e a sinalização de percursos.
Com mais de duas décadas de história, a Maratona do Rio já é um marco no calendário nacional. Agora, o sonho de João Traven é vê-la brilhar entre as gigantes mundiais.



