Expansão da Copa do Mundo para 48 seleções gera debate
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções, e a mudança já provoca discussões acaloradas. O jornalista Carlos Eduardo Mansur, em sua coluna, levanta a pergunta: a Copa ficará pior com mais times? A classificação inédita de Curação para o torneio, por exemplo, ilustra o novo cenário de maior diversidade de participantes.
Qualidade versus globalização
De um lado, defensores apontam que a globalização do futebol e o aumento de seleções com jogadores de alto nível justificam a ampliação. Por outro, críticos temem a perda da solenidade e da competitividade que marcam o torneio. Com mais equipes e partidas, há o risco de que o evento se torne menos atrativo, com jogos de menor intensidade e estratégias defensivas por parte de seleções mais fracas.
Desafios logísticos e essência do torneio
Além das questões técnicas, a logística para sediar um evento com 48 seleções é imensa. Serão necessárias mais cidades-sede, estádios e infraestrutura, o que pode diluir a magia de reunir o mundo em um único país ou região. A essência da Copa, que sempre foi um encontro de culturas e emoções concentradas, pode se perder em meio a um calendário estendido e jogos menos decisivos.
A discussão está longe de um consenso. Enquanto alguns celebram a inclusão de mais nações, outros alertam para a descaracterização do torneio mais importante do futebol. O tempo dirá se a expansão foi um acerto ou um erro.



