A Mercedes finalmente descobriu o problema que afetava o motor de George Russell nas últimas corridas, após um período de desempenho inconsistente. A vitória do piloto na Áustria, que encerrou um jejum de seis corridas, foi seguida por um segundo lugar na Grã-Bretanha e um abandono na Bélgica. Agora, a equipe identificou que a calibração incorreta dos sensores da unidade de potência causava distribuição inadequada de energia, especialmente no terceiro setor das pistas.
Problema de calibração afetava desempenho
Em entrevista coletiva no Circuito de Hungaroring, Russell explicou que os números exibidos no painel não estavam calibrados corretamente. "Não é como se o hardware estivesse com defeito. Havia dois problemas em Spa: a utilização da energia coletada não estava sendo otimizada ao longo da volta. Vimos isso também com Piastri", disse o piloto. Ele acrescentou que agora sabem quais números estavam incorretos e podem recalibrar tudo para que a unidade de potência atinja seu potencial máximo.
Impacto na distribuição de potência
A unidade de potência da F1 divide-se em motor a combustão (53% da força) e motor elétrico, que inclui MGU-K e bateria. A mudança na divisão aumentou a importância do gerenciamento de energia. Oscar Piastri, cliente da Mercedes, sofreu com defeito similar em um sistema autônomo. Andrea Stella, chefe da McLaren, explicou que o novo motor possui um modo que antecipa parâmetros de gestão de energia, mas é sensível a pequenas mudanças. De acordo com o Motorsport.com, a Mercedes descobriu que o motor não distribuía corretamente a força recuperada, deixando Russell com menos velocidade no terceiro setor.
Alívio para Russell
Russell revelou que chegou a pensar que o problema fosse seu estilo de pilotagem. "É um grande alívio, porque em Silverstone e Spa eu pensava em como guiar para fazer a unidade de potência ser rápida. Os dados indicavam que essa era a razão, mas não era. Agora posso focar em pilotar rápido", afirmou. O piloto caiu para terceiro no campeonato, atrás de Kimi Antonelli e Lewis Hamilton. O abandono na Bélgica envolveu uma colisão com Hamilton na largada, mas Russell minimizou o impacto, atribuindo-o ao problema no carro.



