O Grupo J.Toledo apresentou em Jundiaí (SP) dois novos produtos Haojue: a trail NK 160 e a Burgman ADX. A scooter resgata o nome da popular Burgman 125, agora em versão totalmente atualizada. O modelo chega ao mercado por R$ 16.950 (sem frete) e é a segunda scooter da marca desde que a Haojue começou a ser comercializada no Brasil. Lembrando que, no passado, a linha de baixa cilindrada Suzuki já era integralmente fabricada pela Haojue, apenas com o nome Suzuki.
Retorno após 11 anos
A Burgman retorna ao portfólio da Haojue após onze anos fora do mercado brasileiro. Chega como aposta no segmento urbano de 125 cilindradas, preenchendo o espaço deixado pela scooter Haojue Lindy 125, que saiu de linha em 2025. As primeiras unidades chegam às concessionárias no final de julho. A marca usa o conceito “Burgman. Uma história em movimento” para marcar a continuidade de um legado iniciado há quase duas décadas no Brasil.
Público-alvo e proposta
A scooter chega para conquistar dois públicos distintos. De um lado, quem está começando a busca pela primeira scooter. Do outro, quem já tem moto grande reservada ao lazer nos fins de semana e precisa de uma solução de baixo custo para circular nas cidades durante a semana. Para estes dois perfis, a Burgman oferece qualidades que podem influenciar na hora da escolha.
Comparação com concorrentes
No nicho das 125 automáticas, a Burgman ADX compete direto com Honda Elite 125 (R$ 14.440 sem frete, 8,2 cv), Yamaha Fluo 125 (R$ 16.790 sem frete, 8,3 cv) e ZR 125 (R$ 13.990 sem frete, 8,2 cv). Todas usam transmissão CVT. O diferencial da Burgman está na potência: 9 cavalos de potência a 7.500 rpm e 1,02 kgf.m de torque a 5.000 rpm, acima dos 8,2 a 8,3 cavalos das concorrentes.
Especificações técnicas
O motor monocilíndrico de 124,9 cm³ funciona com injeção eletrônica e refrigeração a ar. Como é tradicional em scooters, a transmissão é automática do tipo CVT. A velocidade máxima declarada é de 85 km/h, mas no teste de primeiras impressões, em condições favoráveis, o painel marcou até 103 km/h. O consumo médio ficou entre 33 e 35 km/l, conforme medições em painéis de unidades usadas no evento de primeiras impressões. Com tanque de 6,5 litros, a autonomia fica em torno de 200 km entre abastecimentos, com base nessas médias.
A suspensão oferece conforto mesmo com as rodas pequenas (aro 12 dianteiro e 10 traseiro). O curso é de 96,7 mm na frente e 84 mm na traseira, que é monoamortecida. Apesar do freio traseiro a tambor (como em todas as demais scooters 125), os freios funcionaram bem no primeiro contato circulando pela cidade. Destaque para o freio dianteiro com disco de 220 mm e ABS. A Burgman também traz controle de tração configurável pelo painel.
Impressão de pilotagem
Nos testes iniciais, a Burgman apresentou dirigibilidade fácil, sem incômodos de vibração. A suspensão impressiona pelo conforto mesmo com rodas pequenas e conjunto bem calibrado. A resposta do motor está na medida para o uso urbano, seguindo a receita de ser razão acima de emoção. A altura do assento de 760 mm é a menor entre as concorrentes, quase igualando-se à Elite 125 (765 mm), permitindo bom posicionamento para diferentes estruturas de pilotos.
O que oferece e o que não tem
Diferente das Yamaha Fluo e ZR, a Burgman ADX não traz sistema híbrido leve nem conectividade Smart com aplicativo. Bagageiro e bauleto com encosto para passageiro vêm de série, enquanto nas concorrentes podem ser adquiridos como acessórios. Painel TFT, iluminação full LED, chave presencial (keyless), controle de tração e ABS dianteiro completam o pacote. A garantia é de 3 anos, revisões com preço fixo, e as cores disponíveis são branca, cinza fosco e preta.
Para quem busca uma scooter com bom conjunto por preço competitivo, a Burgman oferece qualidade de suspensão e respostas do motor que podem pesar na decisão.



