Maratona do Rio tem recorde feminino histórico; elite masculina fica a 2 segundos
Maratona do Rio: recorde feminino e disputa acirrada masculina

A Maratona do Rio de Janeiro teve um dia histórico nesta manhã de 7 de junho. As oito primeiras atletas da elite feminina cruzaram a linha de chegada abaixo de 2:29:48, marca que até então era a melhor de uma atleta em solo brasileiro, excluindo o recorde olímpico da etíope Tiringo Mulu, estabelecido em Porto Alegre em 2025.

Novo recorde feminino

A nova marca é da etíope Gadise Mulu Demissie, da equipe adidas, com o tempo de 2:25:47. Atrás dela, cinco compatriotas completaram o pódio: Tirfi Tsegaye Beyene (2:26:03), Azemera Abrha Gdey (2:26:20), Affera Godfay Berha (2:26:37), Zinash Debebe (2:26:55) e Ayinadis Teshome Birle (2:27:43). As quenianas Catherine Cherotich (2:28:56) e Amanaa Mursi Kipyarich (2:28:34) também figuraram entre as primeiras.

Masculino: disputa acirrada

Na elite masculina, o etíope Tsegaye Getachew (ASICS) completou a prova com 2:10:22, novo recorde da Maratona do Rio. No entanto, o tempo ficou apenas um segundo acima do melhor registro de um atleta no Brasil, alcançado na semana anterior na Maratona de Porto Alegre pelo queniano Daniel Sang (2:10:21).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Destaques brasileiros

Os melhores brasileiros foram Amanda Aparecida de Oliveira, na 11ª posição feminina com 2:38:48, e Melquisedeque Messias Ribeiro (2:16:48), em 10º lugar no masculino. O diretor da Spiridon Eventos, organizador da prova, João Traven, celebrou: “Isso é muito legal, esse marco feminino coroou o festival, provando que no Rio é possível fazer uma prova rápida. A presença de atletas internacionais acaba melhorando o tempo dos nacionais também. A categoria masculina foi muito disputada. Nossa meta é sempre melhorar a cada prova para todos, principalmente o público geral.”

Futuro da maratona

Traven revelou que foi procurado por várias marcas importantes interessadas em patrocinar a edição de 2027, embora não tenha divulgado nomes. A vencedora Gadise Mulu Demissie, que disputou sua segunda maratona na carreira — a primeira foi a Cape Town Marathon —, declarou: “A prova foi muito boa, o desafio foi a umidade. Fiquei muito feliz com o resultado e com o recorde no Brasil. Ainda não sei o que vou fazer com a premiação, posso fazer várias coisas, vou pensar.” A atleta, casada e sem filhos, vinha de uma lesão na Maratona de Boston, que não conseguiu finalizar.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar