Hugo Calderano: sonho olímpico e metas para 2026 após título mundial
Hugo Calderano: sonho olímpico e metas para 2026

Hugo Calderano, campeão mundial de tênis de mesa em 2025 e ex-número 2 do ranking mundial, abordou com serenidade a ausência de uma medalha olímpica em sua carreira. Em entrevista coletiva em São José dos Campos (SP), o mesatenista destacou que prefere valorizar suas conquistas e manter a ambição por novos feitos.

Mentalidade de copo meio cheio

Calderano, que terminou em quarto lugar nas Olimpíadas de Tóquio 2021 e Paris 2024, afirmou que não vê sua carreira como incompleta. “Uma coisa que o Paco, meu técnico, gosta de falar é: ‘Claro que você pode pensar que falta coisas na sua carreira. Você pode pensar que na sua carreira falta uma medalha olímpica, mas não falta. Tudo o que você já conseguiu é algo que ninguém poderia imaginar no tênis de mesa brasileiro’. É diferente você enxergar as coisas pelo o que falta ou se você tem a ambição de alcançar mais coisas. Essa mentalidade é mais inteligente”, disse.

O atleta ressaltou que não considera o que vier como “lucro”, mas busca equilíbrio entre ambição e gratidão. “Não vou falar que o que vier agora é lucro porque nunca vou pensar assim. Sempre tenho a ambição de querer mais, querer alcançar esses grandes feitos. Mas, ao mesmo tempo, não posso falar que minha carreira está incompleta, que ainda faltam alguns resultados específicos”, completou.

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Participação no WTT Star Contender 2026

Calderano está em São José dos Campos para disputar uma etapa do WTT Star Contender 2026, uma das principais competições do circuito mundial. O evento reúne 154 atletas de 28 países, e o Brasil tem a maior delegação, com 48 mesatenistas, incluindo Bruna Takahashi, principal nome do tênis de mesa feminino brasileiro.

Objetivos para 2026 e ciclo olímpico

Na coletiva, Calderano listou suas prioridades para o ano. “Neste ano, o principal objetivo era a Copa do Mundo. Consegui alcançar, consegui uma medalha. Todas as competições têm a sua importância, são importantes inclusive para o ranking mundial, mas, como falei, é difícil conseguir se preparar muito bem para todas as competições. Tive uma fase mais ou menos no início do ano, mas depois consegui alcançar meu objetivo”, afirmou.

O mesatenista projetou as próximas metas: “Agora, o principal vai ser tentar subir o meu nível aos poucos. Estamos nos aproximando de Los Angeles, que é o próximo grande objetivo. Antes disso, ainda tem os Jogos Pan-Americanos, o Campeonato Mundial do ano que vem no Cazaquistão. Então, são competições grandes e muito importantes”.

Calderano também destacou a importância de recuperar sua melhor forma. “Neste ano, não tenho nenhum objetivo específico de ranking. É mais, de uma forma geral, tentar voltar à minha melhor forma, voltar a me sentir bem na mesa, em termos de nível e performance, para chegar nessas competições brigando por medalhas e com condições de competir com todo mundo e me divertir na mesa. É assim que jogo no meu melhor nível”, concluiu.

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