Bruna Ianhez completa 135 km na Québec Mega Trail no Canadá
Bruna Ianhez completa 135 km na Québec Mega Trail

A engenheira de produção e criadora de conteúdo Bruna Ianhez, fenômeno nas redes sociais com 2,5 milhões de seguidores só no Instagram, concluiu no domingo, 5 de julho, a distância de 135 km da 14ª edição da Québec Mega Trail (QMT), no Canadá. A prova serviu como celebração do aniversário de 37 anos, comemorado na segunda-feira, 6 de julho.

Detalhes da prova e participantes

A QMT, que tradicionalmente oferecia percursos de 80 km e 50 km e é válida para o campeonato canadense de trail running, incluiu os 135 km no ano passado e, em 2025, adicionou a modalidade de 30 km. Somando todas as distâncias, competiram 3.900 atletas de 25 países. Na prova de 135 km, largaram 315 participantes, sendo 41 mulheres. Bruna, única brasileira nessa distância, ficou em 24º lugar no feminino.

Percurso e desafios técnicos

A Québec Mega Trail ocorre em Mont-Sainte-Anne, a cerca de 40 km a leste da cidade de Quebec. O percurso de 80 km começa ao amanhecer perto da base de Le Massif e segue pelo Sentier des Caps e a trilha Mestachibo, conhecida por suas raízes e trechos técnicos, antes de retornar a Mont-Sainte-Anne.

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Considerada uma das ultramaratonas de montanha mais técnicas da América do Norte, a competição teve largada na noite de sexta-feira e tempo limite até a manhã de domingo. Bruna enfrentou cerca de 37 horas de prova, atravessando as regiões de Charlevoix e Mont-Sainte-Anne. O trajeto reuniu trilhas técnicas, longas subidas, trechos com pedras, raízes, lama, travessias de rios e aproximadamente 6 mil metros de ganho de elevação, exigindo preparo físico, estratégia e resistência mental.

Resultados e recordes

No sábado, os recordes masculino e feminino do percurso foram quebrados na segunda edição dos 135 km da QMT. A distância substituiu a de 100 milhas em 2025. O polonês Kamil Lesniak liderou a prova masculina de ponta a ponta, cruzando a linha de chegada em 16h40min30s — 38 minutos à frente do tempo de Xavier St-Cyr em 2025. Valérie Arsenault, de Ste-Brigitte-de-Laval, Quebec, fez o mesmo na prova feminina, terminando em 18h12min06s, quase uma hora à frente do tempo da francesa Maryline Nakache no ano passado.

Campeonato canadense e vagas para o Mundial

Élisa Morin, de Montreal, conquistou seu segundo título canadense consecutivo de trail running de curta distância no sábado, na QMT50, com o tempo de 5h09min11s. A outra prova do campeonato é a de longa distância, a QMT80, onde o atual campeão canadense, Jean-Philippe (J.P.) Thibodeau, venceu pelo segundo ano consecutivo, com 8h06min09s. Os atletas disputavam vagas na equipe do Canadá para o Campeonato Mundial de Corrida em Trilha e Montanha de 2027, que será realizado na Cidade do Cabo, África do Sul, em outubro.

Resultados dos 50 km e 80 km

Nos 50 km masculino, Ikram Rharsalla Laktab, da Espanha, venceu com 5h07min11s, e Morin (originalmente da França) ficou em segundo na classificação geral. Dakota Jones, de Salt Lake City, Utah, ativista climático que pedalou de Vermont até Mont-Sainte-Anne para competir, conquistou a vitória geral na prova masculina de 80 km, com 7h51min23s.

Estreia da QMT GTWS 30

Na inédita QMT GTWS 30, primeira corrida canadense da Golden Trail World Series e única na América do Norte até o momento, a disputa foi acirrada. A campeã da GTWS 2025, Madalina Florea, da Romênia, distanciou-se da queniana Caroline Kimutai na segunda metade para vencer com 2h27min12s. A francesa Marie Nivet chegou sete minutos depois (2h34min15s), e Kimutai foi a terceira (2h36min22s). No masculino, dobradinha queniana: Samwel Kiprotich venceu na descida final com 2h08min19s, seguido por Philemon Kiriago (2h08min25s) e Nashon Kiplimo (2h08min32s).

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Desempenho de Bruna Ianhez

Bruna foi a 24ª no feminino e 151ª no geral, com o tempo de 35h54min44s. "Mais do que cruzar a linha de chegada, essa prova me mostrou que os nossos limites são muito maiores do que imaginamos. Cada quilômetro foi uma oportunidade de superar medos, confiar no processo e seguir em frente, mesmo quando tudo parecia impossível. Enfrentei trilhas extremamente técnicas, com pedras, muita lama, travessias de rios e desafios inesperados. O desgaste mental foi, sem dúvida, uma das partes mais difíceis da jornada, mas cruzar a linha de chegada fez tudo valer a pena. Levo comigo a certeza de que toda a dedicação, disciplina e esforço foram recompensados. Cruzei a linha de chegada com o relógio marcando 139 km e, por isso, posso dizer que hoje estou 139% melhor do que ontem", celebra, brincando com seu lema "1% melhor que ontem".