Peça 'Algoritmo' adapta tirinhas de André Dahmer sobre poder da tecnologia
Peça 'Algoritmo' adapta tirinhas de André Dahmer

A peça 'Algoritmo', da companhia Circo Dux, leva ao palco do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, uma adaptação livre da série de tirinhas 'Quadrinhos dos anos 20', do cartunista André Dahmer. Originalmente publicada no GLOBO e na Folha de S. Paulo, a série personifica o algoritmo como um vilão que sabota a concentração humana, e a montagem teatral expande essa crítica ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos com uma abordagem cômica e reflexiva.

Palhaçaria e ilusionismo contra a dependência digital

O espetáculo utiliza elementos de palhaçaria e ilusionismo para debater, de forma leve mas contundente, como os algoritmos das redes sociais e aplicativos moldam o comportamento humano. Com a dupla Lucas Moreira e Roberto Rodrigues em cena, a peça transforma a abstração digital em um personagem concreto, que manipula as ações dos protagonistas. Segundo André Dahmer, a adaptação "consegue traduzir o humor ácido das tirinhas para o teatro, mantendo a crítica social". O autor afirma: "Sou otimista, mas também sou realista", ao comentar a relação da sociedade com a tecnologia.

Uma crítica bem-humorada ao poder dos algoritmos

Na obra original, Dahmer criou o personagem do algoritmo como um ser onipresente que interfere nas decisões cotidianas, desde a escolha de um filme até o consumo de notícias. A peça, dirigida por [diretor não informado], explora essa premissa com cenas que mesclam diálogos rápidos, truques de mágica e interações com a plateia. "O público se identifica rapidamente, porque todos já sentiram o celular 'mandando' na sua vida", comenta um dos atores. A temporada no Sesc Copacabana ocorre aos finais de semana, com ingressos a preços acessíveis.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

André Dahmer e a série 'Quadrinhos dos anos 20'

André Dahmer é conhecido por suas tirinhas de humor ácido e crítico, publicadas em veículos como GLOBO e Folha de S. Paulo. A série 'Quadrinhos dos anos 20' ironiza a cultura digital e o comportamento nas redes sociais, e a adaptação para o teatro é uma maneira de ampliar o alcance da mensagem. "A tecnologia não é vilã, mas a forma como a usamos pode ser. A peça convida a refletir sobre isso sem perder o humor", explica o cartunista.

Detalhes da produção

A montagem conta com cenário minimalista, que remete a um ambiente virtual, e figurinos que mesclam o palhaço clássico com elementos tecnológicos, como óculos de realidade virtual. A trilha sonora inclui sons de notificações e ruídos digitais, criando uma atmosfera imersiva. A peça tem duração de 60 minutos e é recomendada para maiores de 12 anos. A classificação se deve a algumas piadas sobre consumo de dados e privacidade.

A crítica à dependência de eletrônicos não é novidade, mas a abordagem da Cia Dux se destaca por unir duas linguagens artísticas – o circo e o teatro – para tratar de um tema tão atual. A cada sessão, o público é convidado a participar de um experimento: ficar sem celular durante a apresentação. "No início, alguns ficam ansiosos, mas depois se envolvem com a história", relata a produção. A iniciativa reforça a mensagem da peça sobre a necessidade de desconectar para se conectar com o momento presente.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar