Marcelo D2 elogia público sem celular e faz show com Rael no João Rock
Marcelo D2 elogia fãs sem celular no show do João Rock

Show no palco Brasil

Antes mesmo de Marcelo D2 subir ao palco Brasil no João Rock 2026, os versos de “Benguelê”, de Pixinguinha e Gastão Viana, deram o tom do que o público veria. A canção, que abre a apresentação, pavimentou o caminho para a mistura de samba e hip hop que o artista carioca consolidou ao longo da carreira.

Pontualmente às 21h30 deste sábado (1º), D2 iniciou a performance com “1967”, música autobiográfica que remete ao ano de seu nascimento. Na sequência, o rapper pediu a participação da plateia: “Vamos fazer barulho”, clamou.

Ao longo do show, o repertório passeou por diferentes fases do artista. “Desabafo”, no remix da canção de Claudya e Baden Powell, foi cantada sem parar pelo público. Já “Febre do Rato”, gravada em 2018, trouxe os versos “Não beijo pé do patrão. Não quero o que é dos outros”, em um claro discurso de resistência.

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Elogio ao público

Em uma pausa, antes de chamar o convidado Rael ao palco, Marcelo D2 parou para observar a plateia e destacou um comportamento raro em shows de grande porte: a ausência de celulares apontados para o palco. “Um prazer, uma honra tocar no João Rock. De tantas vezes que eu vim tocar aqui, sempre muito bom, sempre uma rapaziada que está a fim de ouvir música. É muito foda, não tem um celular pro alto aqui, isso é muito foda rapaziada, obrigado”, disse o rapper.

O artista também aproveitou o momento para dar boa noite a todos os presentes antes de iniciar a participação especial.

Rael no palco

O cantor e compositor Rael, paulistano de 42 anos, foi o convidado da noite. Ele entrou no palco Brasil para interpretar “Envolvidão”, um de seus maiores sucessos, em uma versão sampleada na batida consagrada por D2. A apresentação seguiu com “O Hip Hop É Foda”, em que os dois artistas exaltaram a força das culturas das periferias.

Samba e ancestralidade

Depois da participação, Marcelo D2 seguiu sozinho no palco e adaptou versos de “Eu Tive Um Sonho”, de 2013, com a frase “Eu disse Adeus Chorão, nunca mais vou te esquecer”. Em seguida, o gingado voltou com tudo em “Pode Acreditar (Meu Laiá Laiá)”, parceria com Seu Jorge, e em “Povo de Fé”, que traz uma mensagem de luta e ancestralidade. “Salve o povo que vem de Aruanda, da banda daqui e da banda de lá”, declarou.

“Até Clarear” evidenciou o desejo do artista de unir ritmos. “O meu sonho de bamba era fazer um rap com samba maneiro por lá”, cantou. O momento culminou em uma roda de samba no palco, com o clássico “Zé do Caroço”, escrita em 1978 e consagrada na voz de diferentes artistas brasileiros.

O show também reservou espaço para o Planet Hemp, projeto que marcou a carreira de D2. Ele mandou “Mantenha o Respeito” e saudou os colegas da banda com as canções “Eu Já Sabia” e “Qual É”. Milhares de fãs acompanharam a apresentação no palco Brasil, em Ribeirão Preto.

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