O documentário 'Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio' teve sua estreia na noite de 20 de junho, durante a 18ª edição do festival In-Edit Brasil, em São Paulo (SP). Dirigido por Cláudia Dias Perez e Shinji Shiozaki, o filme de 126 minutos mergulha na história do grupo pernambucano que surgiu em 1992 e se destacou na cena alternativa do Recife, atuando até 2004. Após um hiato de 18 anos, a banda foi reativada em 2022.
Contexto e contribuição do Mestre Ambrósio
O grupo Mestre Ambrósio gravitou em torno do movimento Manguebeat, mas sem se associar intrinsecamente a ele, diferentemente de bandas como Mundo Livre S/A e Nação Zumbi. A narrativa do documentário parte do Recife dos anos 1990 para contextualizar o surgimento da banda, utilizando imagens de arquivo inéditas e entrevistas exclusivas com os integrantes. O grupo era formado por Siba (vocal, rabeca e guitarra), Eder 'O' Rocha (percussão), Helder Vasconcelos (fole de oito baixos, percussão e vocal), Mauricio Bade (percussão e vocal), Mazinho Lima (baixo e vocal) e Sérgio Cassiano (percussão e vocal).
Influências e repertório
A banda se alimentou da cultura musical da Zona da Mata Norte de Pernambuco, adotando gêneros como maracatu rural e cavalo marinho como matérias-primas para seu repertório autoral. A intenção dos diretores, que também assinam o roteiro, foi mostrar como o Mestre Ambrósio contribuiu para que o Brasil percebesse a força vivaz da cultura popular pernambucana, especialmente das zonas rurais do estado.
Depoimentos e sessões
O documentário conta com depoimentos de nomes como Lenine e Marina Person, além de registros do show de retorno do grupo após o hiato de 18 anos. As sessões estão programadas para os dias 22 e 28 de junho dentro da programação do festival de documentários musicais em cartaz em São Paulo. O filme busca explicar a relevância de uma banda que sintetizou as músicas rural e urbana de Pernambuco, conectando o movimento Armorial à geração Manguebeat.



