Antonio Adolfo lança 'Balaios' em 17 de julho com nove temas autorais
Antonio Adolfo lança 'Balaios' com nove temas autorais

O pianista e compositor carioca Antonio Adolfo, de 79 anos, mantém a média de um álbum por ano e lança em 17 de julho 'Balaios', um disco que revisita nove temas de seu cancioneiro autoral, compostos entre 1965 e 2018. O título faz referência aos cestos artesanais carregados na cabeça pelo povo brasileiro, simbolizando ancestralidade e resiliência. Sob esse prisma filosófico, Adolfo acomoda suingue e alma do jazz entre sambas, baiões, valsas, baladas e sambas-funk.

Noneto de músicos recorrentes

Adolfo lidera um noneto formado por André Dantas (percussão), Danilo Sinna (sax alto), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Jorge Helder (baixo), Lula Galvão (violão e guitarra), Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Rafael Barata (bateria e percussão) e Rafael Rocha (trombone). O grupo já mostra entrosamento na faixa de abertura '3D blues' (1965), que combina swing, samba-jazz e toque de baião.

Parcerias com Tibério Gaspar

Cinco das nove músicas são de autoria exclusiva de Adolfo, mas quatro trazem a assinatura do letrista Tibério Gaspar (1943–2017), parceiro fundamental entre 1967 e 1970. É o caso de 'Claudia', da trilha sonora do filme 'Ascensão e queda de um paquera' (1970), reapresentada com refinada leveza e guitarra do californiano Thomas Rotella. Também está presente 'Vision / Visão' (1968), gravada por Agostinho dos Santos e Taiguara. A última parceria com Gaspar, a valsa-jazz 'Meu canto / My chant' (2018), conta com o saxofonista Leo Gandelman.

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Fusão de jazz e brasilidade

'San Expedito / Santo Expedito' (1995) traz o sax tenor de Marcelo Martins em gravação que reitera a fusão de jazz e suingue brasileiro. 'Sambalaio' (1989) mescla samba e samba-funk com sopros e percussão no escaninho do jazz latino. 'Até que venha o amor' (1980) é apresentada como 'Love will come', mirando o público norte-americano, em gravação que ambienta quadrilhas nordestinas na atmosfera do jazz. 'Caminhada' (1967), finalista do II Festival Internacional da Canção, virou 'Journey to the interior', estilizando o baião com harmonias jazzísticas. O álbum encerra com 'Zah toom toom' (1978), groove de samba-funk descrito por Adolfo como pop samba-jazz.

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