A cantora e atriz Preta Gil faleceu aos 50 anos, deixando um legado marcante na música, na televisão e no ativismo. Sua trajetória foi pautada pela autenticidade e pelo posicionamento firme diante de temas importantes, como sexualidade e diversidade. Relembramos cinco momentos que definiram sua carreira.
Em 1995, Preta Gil tornou-se mãe de Francisco Gil, fruto de seu relacionamento com o ator Otávio Muller. A maternidade trouxe amadurecimento e influenciou sua visão sobre arte e propósito. Fran seguiu carreira musical, fortalecendo o elo familiar.
Aos 29 anos, Preta abandonou a publicidade para lançar seu primeiro álbum, 'Prêt-à-Porter', em 2003. A capa ousada, com a artista nua, gerou grande repercussão. O disco mesclava MPB, pop e elementos contemporâneos, e incluiu 'Sinais de Fogo', composta por Ana Carolina, que se tornou um de seus maiores sucessos.
Em 2010, Preta comandou o programa 'Vai e Vem', no GNT, que abordava sexualidade de forma leve e espontânea. A atração, gravada em um cenário que simulava um elevador, criou um espaço para conversas abertas sobre temas íntimos, mantendo inteligência e humor.
Em 2009, Preta criou o Bloco da Preta, no Rio de Janeiro, que se tornou um dos blocos de Carnaval mais tradicionais do país. Em 2016, seu pai, Gilberto Gil, subiu ao trio elétrico pela primeira vez, diante de 300 mil pessoas, simbolizando legado e continuidade cultural.
Preta também brilhou como atriz. Estreou em 2003 na novela 'Agora é que São Elas', como Vanusa. Em 2007, viveu a vilã Helga em 'Caminhos do Coração'. Participou ainda de novelas como 'Caminho das Índias', 'Ti-Ti-Ti', 'Cheias de Charme' e 'Pé na Cova', além de séries como 'Ó Paí, Ó' e 'Vai que Cola', onde interpretou Flor de Liz.



